sexta-feira, 29 de abril de 2016

Vou pra balada!







Hoje é sexta-feira! E muita gente já pensando em cair no samba, se arrastar no forró e se esticar com o sertanejo universitário. “Por que ficar em casa no fim de semana? Vamos tomar todas”, bradava um jovem ali na frente.

E como é bom se extravasar, jogar para o alto o cansaço mental e físico e cair na farra. Mas muitos o fazem sem ao menos se preocuparem com as consequências emocionais, e principalmente, as financeiras dessa decisão.

“Se for pensar muito nisso, a gente nem sai de casa”, riu um amigo. “A gente já arranca os cabelos na semana por causa do dinheiro, e para no final de semana jogar tudo para o alto”, completou.

É interessante achar que assim poderíamos resolver nossas mazelas emocionais e financeiras. O sentido disso tudo permeia aquele sentimento de que somos eternos, que o futuro a Deus pertence. Cheira a uma certa postura de irresponsabilidade. Comum, poderia dizer alguns, quando somos jovens.

Esse sentimento de que é comum acontecer quando jovem, vem-nos a memória mais tarde e, muitas vezes, expressamos sinais de reclamação, quando em coro dizemos: “Ah, se eu fosse mais jovem, faria diferente e estaria mais preocupado em realizar meus sonhos”.  Mais nunca é tarde para retomar a crença em nossos sonhos e também nunca é cedo para refletir em como vamos fazer para realiza-los.

O problema é o quanto valoramos as atitudes e comportamentos que estamos expressando nesse momento. É certo abrandar nossos anseios indo a uma balada, e para quem não é de balada, curtir seu retiro espiritual.  De verdade, o que queremos dizer é que podemos fazer isso sem abandonar nos sonhos, nosso propósito. Dar para fazer as duas coisas. E como?

Assumindo 100% de responsabilidade sobre nossas atitudes e comportamentos. Ter claro que o que nos aborrece financeira e emocionalmente foram, exclusivamente, gerados por nossas decisões. Quando assim agimos, tiramos nossas aeronaves do piloto automático, e assumimos o leme em direção à realização de nossos sonhos e do nosso propósito de vida definido.


Ademais, não custa fazer a conta certa do quanto você dispende do seu rico dinheiro nas baladas. Pense comigo, 150 reais por final de semana, tornam-se 600 reais por mês, que no final de um ano passa dos 7.200 reais (pegue essa "deixa", e leia o artigo anterior 7.200 anos).  Se isto não for impedir a realização dos seus sonhos, cai na farra. Aproveite! Divirta-se! Sempre com moderação.



Sartre Santos



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