sexta-feira, 29 de abril de 2016

Vou pra balada!







Hoje é sexta-feira! E muita gente já pensando em cair no samba, se arrastar no forró e se esticar com o sertanejo universitário. “Por que ficar em casa no fim de semana? Vamos tomar todas”, bradava um jovem ali na frente.

E como é bom se extravasar, jogar para o alto o cansaço mental e físico e cair na farra. Mas muitos o fazem sem ao menos se preocuparem com as consequências emocionais, e principalmente, as financeiras dessa decisão.

“Se for pensar muito nisso, a gente nem sai de casa”, riu um amigo. “A gente já arranca os cabelos na semana por causa do dinheiro, e para no final de semana jogar tudo para o alto”, completou.

É interessante achar que assim poderíamos resolver nossas mazelas emocionais e financeiras. O sentido disso tudo permeia aquele sentimento de que somos eternos, que o futuro a Deus pertence. Cheira a uma certa postura de irresponsabilidade. Comum, poderia dizer alguns, quando somos jovens.

Esse sentimento de que é comum acontecer quando jovem, vem-nos a memória mais tarde e, muitas vezes, expressamos sinais de reclamação, quando em coro dizemos: “Ah, se eu fosse mais jovem, faria diferente e estaria mais preocupado em realizar meus sonhos”.  Mais nunca é tarde para retomar a crença em nossos sonhos e também nunca é cedo para refletir em como vamos fazer para realiza-los.

O problema é o quanto valoramos as atitudes e comportamentos que estamos expressando nesse momento. É certo abrandar nossos anseios indo a uma balada, e para quem não é de balada, curtir seu retiro espiritual.  De verdade, o que queremos dizer é que podemos fazer isso sem abandonar nos sonhos, nosso propósito. Dar para fazer as duas coisas. E como?

Assumindo 100% de responsabilidade sobre nossas atitudes e comportamentos. Ter claro que o que nos aborrece financeira e emocionalmente foram, exclusivamente, gerados por nossas decisões. Quando assim agimos, tiramos nossas aeronaves do piloto automático, e assumimos o leme em direção à realização de nossos sonhos e do nosso propósito de vida definido.


Ademais, não custa fazer a conta certa do quanto você dispende do seu rico dinheiro nas baladas. Pense comigo, 150 reais por final de semana, tornam-se 600 reais por mês, que no final de um ano passa dos 7.200 reais (pegue essa "deixa", e leia o artigo anterior 7.200 anos).  Se isto não for impedir a realização dos seus sonhos, cai na farra. Aproveite! Divirta-se! Sempre com moderação.



Sartre Santos



quarta-feira, 27 de abril de 2016

5 passos campeões para você se livrar das dívidas







Hoje você acordou com uma sensação diferente, com a certeza de que vai resolver todos os problemas da sua vida? Então, esse texto é para você que quer dar uma solução definitiva para tudo isso. Como diz um ditado chinês: “Uma longa caminhada começa com o primeiro passo”. Que tal começarmos por livrar de uma vez por todas com o seu endividamento pessoal? São 5 passos campeões que definitivamente irão lhe levar a vitória na sua vida financeira. Tamo junto!!

1. Ore ou medite.
Você pode até ter achado engraçado ao ler isto. Mas é verdade! Ore ou medite! Se você tem uma religião, faça orações pedindo discernimento e tranquilidade. Se não, faça uma meditação ao acordar ou ao entardecer num local tranquilo, e peça força para superar os obstáculos. Dessa forma você pode encontrar seu equilíbrio interior, e assim você terá clareza para tomar as decisões difíceis e necessárias que serão exigidas na hora de buscar soluções para sair das dívidas.

2. Tome pé de todas as suas dívidas
Você tomou pé das suas atitudes ao orar ou meditar. Saber quais são suas dívidas é o passo fundamental. Mas eu sei quais são minhas dívidas! Não, você não sabe. Quando você assumiu o compromisso do endividamento, somente naquele momento você tinha clareza do que estaria em débito. Mas aí, foram surgindo outra, mais outra, mais outra dívida. Acabou o controle. Coloque tudo num papel: valor da prestação, prazo em meses, juros de cada dívida. Depois multiplique as prestações pelo prazo e saiba quanto terá de pagar no final do prazo. Tome nota dos juros mais caros. E por favor, definitivamente, não faça mais nenhuma outra dívida. Caso pense nisso, pare a leitura deste texto a partir daqui.

3. Faça um diagnóstico
Opa! Mais um diagnóstico. Percebe? Você confiaria num médico que lhe passasse um remédio sem lhe olhar na cara e nem fazer um exame? Pois é, complicado. Entretanto é dessa forma que agimos com o nosso dinheiro, quiçá com outras dimensões de nossa vida. Então, identifique todos os hábitos de compra e consumo. Faça um pente fino no desperdício. Seja consciente na hora de comprar. Assim você irá liberar grana para honrar seus compromissos.
   
4. Junte dinheiro
Oh, tá louco?! Eu estou devendo! Devendo? Entendeu... entendi. Quando você faz o diagnóstico (passo anterior) é para aprender a mudar seus hábitos de consumo e fechar a torneira do desperdício do seu dinheiro. Pequenos buracos, você sabe, afundam qualquer embarcação.  Liberado dinheiro daqueles maus hábitos e daqueles desperdícios, junta tudo para pagar as dívidas. Comece pelas mais caras (não as maiores, as que têm juros altos), até finalizar todas.

5. Seja feliz
Neste momento você já percebeu muitas coisas, antes mesmo de colocar em prática qualquer um dos passos anteriores. Sabe por quê? Antes de tudo precisamos ser felizes. E isto só acontece quando percebemos que somos capazes de resolver, nós mesmos, todos os nossos problemas. Responsabilidade 100% sua! Enquanto você corria atrás de mais uma dívida para pagar outra dívida você não via luz no final do túnel. Agora ficou mais claro. Você sabe que pode e você sabe que vai conseguir. Por isso, adote essas regras como mantra, afixe onde você pode vê-las sempre e, acima de tudo, faça alguma coisa concreta agora. Aja! Para reforçar, daria esse conselho: dedique mais tempo sempre ao primeiro passo.


Depois de tudo isso, comemore muito com as pessoas queridas mais essa vitória na sua vida. E se puder, conte para gente como foi isso para você. Deixe nos comentários. Grato!



Sartre Santos




terça-feira, 26 de abril de 2016

Boi Gordo, Avestruz Master! Agora é a vez do... Ouro negro!




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Será mais uma dessas histórias para boi dormir? Pensemos em dois casos famosos que aconteceram em um passado recente, que não podemos esquecer: Boi Gordo e Avestruz Master.

O esquema de engorda de gado nas Fazendas Reunidas Boi Gordo, conhecido simplesmente como Boi Gordo, foi um dos maiores casos de pirâmide financeira já ocorridos no Brasil. Cerca de 30 mil investidores perderam aproximadamente 3,9 bilhões de reais. O esquema dava como garantia de lucro mínimo de 42% em um período de um ano e meio. O esquema funcionava na criação de bezerros e engorda de bois, mas os lucros eram pagos, sobretudo pela entrada de novos investidores na empresa.

A Avestruz Master foi uma empresa que fornecia contratos de venda e compra de avestruzes com a honra de recompra dos animais em esquema de pirâmide financeira. Foi também um das maiores fraudes financeiras ocorridas no Brasil. Em sete anos de atividade, nenhuma ave chegou a ser abatida. Na teoria, a organização teria comercializado mais de 600 mil animais. Só possuía 38 mil. O grupo tinha 40 mil investidores no Brasil.

Uma nova modalidade de ganhar dinheiro “fácil” surgiu no mercado novamente, a Fuel Age. Sem querer criar expectativas de que seja mais uma pirâmide. Só a análise profunda e real dos fatos contábeis poderia dizer.

Mas a história que ouvi foi essa: “Sartre, um amigo me indicou um novo investimento, é um tal de marketing multimídia ou marketing de rede. Você investe 500 reais, por exemplo, em 40 dias você recebe o retorno do investido, e em 80 dias dobra o valor que você investiu”. E ainda completou com uma pergunta: “Não é um bom investimento? Você investiria nesse negócio?”

Depende. Depende se você tem coragem de jogar seu dinheiro no escuro sem entender e conhecer do negócio que você está investindo. Investir não é um jogo de azar que você tenta acertar e se der sorte, ganha muito dinheiro.

Pois é. Conhecer o negócio. Esse nova modalidade de investimento Fuel Age, é um negócio de venda de gasolina pelo que entendi; você compra cotas do barril de petróleo, como referência. Você entra como sócio patrocinador e escolhe entre uma das diversas modalidades de investimento. Você pode começar com 300 reais por um período de 6 meses até uma bagatela de 185.000,00. Atente, para você aderir a primeira vez deve desembolsar 550 reais.

Parece fácil, atraente e lucrativo. A gasolina esteve no último ano em alta. Mas o mercado externo tem acenado de outra forma para os preços dos combustíveis. Se bem que o preço do barril do petróleo chegou ao seu patamar mais baixo. Contradições de um mercado totalmente volátil.


Meu conselho? Acredito que o melhor investimento seja aquele que você conhece do negócio, conhece as nuances do mercado e que você tenha possibilidades de aprendizado.  No escuro só as festas surpresas de aniversário, e olhe lá!



Sartre Santos



Não paguei as contas... e agora?



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Os últimos números da economia com relação à inadimplência são alarmantes. Mostra um grande descontrole da população brasileira em honrar seus compromissos financeiros. Um perigo para as finanças das famílias, mas que só confirma como a educação financeira é carente na sociedade, principalmente neste contexto de crise que vivemos.

O colega Carlos, dias atrás me dizia o seguinte: “Essa inadimplência alta no Brasil é culpa de um governo fraco que não consegue organizar a economia e manter os gastos sob equilíbrio e dos baixos salários que são pagos aos trabalhadores”. Mas será? Será que é apenas culpa do governo e do salário? Ou tem outros fatores muitos mais críticos que influenciam essa inadimplência?

Outra colega, a Simone, recentemente falou: “Eu ganho bem, meu salário é bom, e não consigo ter sobra no mês, muito pelo contrário, às vezes falta dinheiro para despesas mais simples. O que está acontecendo? ”

Quando deixamos de pagar as contas, podemos acreditar que fatores externos influenciam sim esse nosso comportamento.  Não há como tapar os olhos com a peneira frente aos fatores limitantes da economia, que vem deixando o país ainda mais pobre. Mas o que é mais impactante na inadimplência não é isso.

Como disse minha colega: “Não sobra... o que está acontecendo? Não é fácil culpar todos os fatores fora do nosso comportamento. O que lhe respondi foi que ela precisa analisar seu comportamento frente ao dinheiro. Se não sabe o que está acontecendo com o seu dinheiro, é porque não sabe para aonde ele está indo.

E as outras pessoas que ganham bem menos? Não são diferentes, elas não sabem para aonde seu dinheiro está indo. A inadimplência vem dessa falta de consciência, dessa falta de saber como lidar com o dinheiro. E por isso muitas vezes são pegas de calças curtas quando o desemprego lhes assombra.

Na hora de comprar nos sentimos como “pinto no lixo”, emoção a flor de pele de tanto prazer.  Na hora de pagar, logo culpamos o governo, os filhos, entidades espirituais por não conseguir honrar nossos compromissos.

O importante é que tem solução! Como disse Fernando, veio em forma de educação: “Tomar pé das minhas dívidas foi o primeiro passo, e o mais importante foi agir por meio de compra e consumo mais consciente e econômico, para que no final do mês houvesse sobras para finalmente cumprir minhas obrigações. 


Sartre Santos



sexta-feira, 22 de abril de 2016

Gasto os R$ 250,00?






O diálogo

- Sartre? – indagou ele
- Sim... – respondi
- Está programado um festival de música brevemente, desses que eu gosto muito. O preço deve ficar uns R$ 250,00. Gasto esses R$ 250,00? – perguntou.
- Hum. Você tem alguma dívida vencida? – perguntei de volta.
- Tenho – respondendo de pronto.
- Pague a dívida - respondi.

Fim!

Será? Quantas vezes gastamos sem ao menos nos questionar se existem outras coisas mais prioritárias, as quais deveríamos nos empenhar em resolver. Esse é um comportamento mais comum do que podemos imaginar. Parece ser uma atitude óbvia essa que respondi. Tenho certeza que você já tomou decisões muito parecidas com a que o meu consulente estava propenso a tomar, de gastar sem saber se poderia.

O que acontece muitas vezes é que damos mais prioridades a coisas prazerosas ou aquelas que nossos amigos estejam participando, as quais não queremos “ficar para trás”. É o caso de shows, festas, baladas e por aí vai. Não tem nada de errado em participar desses eventos. O problema é que na maioria das vezes nos endividamos em razão de nos dar esse presente, de curtir essa satisfação momentânea.

Quantas vezes justificativas como “Carpe Diem”, “A vida é curta”, “Vamos viver o agora”, são usadas para encobrir nossas malfadadas decisões financeiras. Tudo porque não nos damos o trabalho de pensar, diagnosticar e agir conforme nossas prioridades.

Como diz um verso famoso de uma música: “Deixa a vida me levar, vida leva eu. Sou feliz e agradeço por tudo que Deus me deu” (Zeca Pagodinho). E assim, achamos que só no futuro seremos capazes de realizar nosso propósito de vida (aquilo que nos dar direcionamento) e os nossos sonhos (que deveria ser o resultado pelo quais deveríamos lutar).

Quando jovens achamos que somos imortais, e quando velhos achamos que iremos morrer no outro dia. Com essa ilusão de que poderemos resolver mais tarde ou de que não teremos mais tempo para usufruir certas coisas, deixamo-nos enganar por pequenos objetos de desejo, abrindo mão das grandes realizações que poderíamos alcançar em nossas vidas.


Afinal, o que são R$ 250,00? Você poderia me dizer. Posso lhe dizer que talvez seja a porta de entrada para a realização dos seus grandes sonhos!


Sartre Santos



quarta-feira, 20 de abril de 2016

Tá ligado?!?










Não é possível investir se você não guardar. Como você pensa em realizar suas metas e objetivos financeiros e não financeiros? No fim das contas todos eles vão precisar de dinheiro. Tá ligado?!?

Hoje um amigo vem me relatar a maior de suas descobertas consciente. Ele dizia que entendia que para conseguir as coisas seria necessário reservar para isso. Mas, nunca tinha lhe acontecido na prática, pelo contrário, sempre lhe faltava recursos antes de acabar o mês.

Ele percebeu que ao fazer o diagnóstico por meio da anotação diária (pilar da metodologia Afluência Financeira) conseguiu visualizar os seus gastos. A maior surpresa foi que os seus gastos com lanche estavam consumindo muito dos seus recursos. Como poderia ser isso? Ele relatou que acreditava gastar 100 ou 150 por mês, e lá estava 350 indo ladeira abaixo.

A primeira atitude, claro, foi estancar a sangria de um dinheiro mal planejado. Mas essa percepção, como disse ele, permitiu ter uma conversa aberta sobre o futuro financeiro com sua já “quase” noiva. “Decidimos comprar nossa casa, nosso sonho, por que sabemos agora que podemos”. Ele completou: “Esse processo de aprendizado me permitiu ser mais assertivo no diálogo com ela. Iríamos comprar juntos, mas deixaríamos registrado que a cada um pertencia a metade do bem. Caso fosse necessário em algum momento. ”

Esse é o segredo, e, ao mesmo tempo, não tem segredo. Identificar seus hábitos financeiros, principalmente aqueles pequenos que você não vê para onde vão, possibilita se fazer uma análise mais verdadeira de como você lida com o dinheiro no dia a dia. Esse exercício permite entender, também, todas as nuances dos seus hábitos e assim promover uma mudança que beneficie o seu bolso e a sua vida.

Permanecer no sentimento de que o “controle mental” lhe dará todas as respostas às suas questões financeiras não vai lhe fazer chegar ao final de mês com algum dinheiro. O sentimento que vem é aquele que diz: “Ah, minha conta tem saldo, você gastar. ” Daqui a alguns dias você retornar para sua conta no intuito de comprar dessa vez algo prioritário e sua conta lhe responde: “Ei, você não tem mais saldo. “ Não adianta chorar pitangas, quem cavou o buraco foi você.


Tá ligado?!?


Sartre Santos



terça-feira, 19 de abril de 2016

E quando eu me aposentar?








Faz mais de oito anos que trabalho dentro do Projeto de Preparação de Aposentadoria com o tema de Educação Financeira. Tem sido um processo de reflexão riquíssimo para as pessoas que participam, assim como para minha pessoa também.

Ao final de cada módulo, todas avaliam como um excelente processo de aprendizado, no sentido de que, a discussão do tema possa levar a tomada de decisões importantes na vida financeira. De um lado isto é gratificante, pois sugere que estamos no caminho certo; por outro lado, percebemos o quanto a falta de educação financeira teve um impacto negativo no decorrer da vida ativa dessas pessoas.

Muitos reclamam do quanto teria sido importante que essas reflexões tivessem ocorrido no momento do primeiro emprego. O que se percebe, entretanto, é a presença, na conversa, de algumas crenças que limitam ainda mais as ações dessas pessoas. Coisas do tipo: “Quando me aposentar pensarei direito sobre organização financeira”. Ou mesmo: “Para que me preocupar com dinheiro, se meu objetivo é não fazer nada mesmo”.

Palavras que denotam uma certa desistência em assumirem as rédeas da sua saúde financeira num momento tão importante de transição na vida de cada um. Mesmos aqueles que estão longe da aposentaria, acalentam o desejo: “Quando me aposentar irei viajar o mundo”.  E aí perguntamos: com que dinheiro?

O melhor aprendizado desses encontros é quando percebemos que para curtir nossa qualidade de vida, precisamos de dinheiro. E o dinheiro precisa de cuidado. Sem o devido cuidado, ele some, evapora e se esvai ao sabor dos ventos.  Aturdidos, pomo-nos a reclamar que o valor da nossa aposentadoria é irrisório. Não que não possa ser verdade, mas a verdade é que a falta de cuidado com esse pouco dinheiro é o pior dos pesadelos.

“Então teremos que cuidar do dinheiro mesmo depois de passar a vida trabalhando? Isso vai continuar nos dando muito trabalho” – disse uma de nossas participantes. Se você quer fazer coisas das quais você disse ainda não ter feito, vai ter que ter esse trabalho por muito, muito tempo.


O incrível de tudo isso é que ao final saímos com os ânimos renovados e os votos que iremos finalmente cuidar melhor do nosso dinheiro. Já é um bom começo, mas muitos sobes e desces serão necessários para formar o verdadeiro hábito em que a educação financeira faça parte do cotiando, para tornar a caminhada mais próspera e repleta de qualidade na vida de cada um.


Sartre Santos



segunda-feira, 18 de abril de 2016

KD meus R$ 2,50?










Não! Esses R$ 2,50 não sumiram, não fazem parte de uma caça ao tesouro e nem de um jogo de pique esconde. Um fato que ocorreu entre alguns jovens estudantes.

Tudo aconteceu quando um desses estudantes pediu um pequeno favor aos seus colegas para que eles compassassem uma deliciosa marmita que custaria R$ 10,00, no entanto, ao se dirigirem ao local, tinha esgotada aquela preferida da solicitante. O jeito foi comprar uma mais barata, de R$ 7,50, de gosto bastante duvidoso.

Até aqui tudo bem. A escolha foi feita. Produto encaminhado para a degustação da colega. Os outros com suas marmitas de R$ 10,00, nada tinha a reclamar. Entretanto, a colega que comprou a de R$ 7,50, viu-se arrependida na escolha feita. O sabor estava praticamente intragável. A reação dela foi: Kd meus R$ 2,50?? Pois R$ 7,50 acabei de jogar no lixo.

Não há nada de errado em a colega querer reaver o troco do seu dinheiro. O interessante nisso, é que ela ficou sendo “taxada” de pão duro, sem noção, coisas desse tipo. Mesmo ela justificando que seria o complemento do seu transporte para a universidade; um estereótipo nasceu neste singelo episódio.

Se pensarmos que ela tinha uma destinação certa para os R$ 2,50, então a atitude estaria correta frente a reação dos outros colegas. Se pensarmos que este troco teria sido a contribuição para completar a compra do suco para o almoço poderia ser vista como uma atitude correta também. Mas afinal de contas: QUE POSTURA VOCÊ TOMARIA DIANTE DESTE FATO?

A melhor resposta poderia ser elaborada a partir de uma visão menos intimidativa, mas que estivesse envolta sob o manto de uma autorreflexão sobre o comportamento com relação ao dinheiro e de um mínimo de compromisso com a educação sob muitos aspectos, principalmente o financeiro. Não importa o valor, o dinheiro merece respeito. Não existem meros centavos, dinheirinho, baratinho, mixaria; ou se assume a responsabilidade ao lidar com dinheiro, ou se vive atolado num lamaçal de dívidas e de pobreza.

Então pense: será que muitos dos seus R$ 2,50 não estão indo ralo abaixo? Cuidado com a percepção de valor que você tem dado ao dinheiro. Pequenos buracos, afundam até Transatlânticos.


Sartre Santos


sábado, 16 de abril de 2016

7.200 anos!








Recentemente estive palestrando para um grupo de idosos do projeto Mais Vividos do SESC do Distrito Federal, o grupo vinha do Guará e da 504 Sul. Mais de 90 idosos, se somados suas idades dariam 7.200 anos! Foi e permanecerá como uma experiência extremamente gratificante. Encontro com pessoas tão encantadoras renovam nossas forças e nos dar perspectivas de que viver é a coisa mais importante pela qual devemos lutar. Conviver “com velhinhas e velhinhos” tão simpáticos (um jeito carinhoso de me expressar) nos faz muito bem. O sentimento é muito parecido com aquele quando vemos uma criança. Queremos lhes dar muita proteção. Mas não é bem isso que eles querem...

Muito além disso, eles simplesmente querem ser como eles estavam lá: independentes e donos dos seus próprios narizes. Falar com eles sobre educação financeira permitiu lhes que pudessem expressar a liberdade de seguirem seus próprios caminhos.

Em um dos pontos da nossa conversa, falava do problema pelo qual o Brasil vem passando, da crise. Com um semblante sereno todos expressaram preocupação. Dona Robertina assim falou: “É um momento preocupante e difícil para todos, e especial para nós que temos recursos tão escasso. Mas tem solução! Se cada um fizer a sua parte e cuidar bem desses recursos que recebem, com parcimônia e responsabilidade, iremos tirar o Brasil dessa situação”. Tenho certeza que devíamos ouvi melhor estas pessoas.

Ao declararem tais preocupações, em coro, disseram que o poder de mudar muitas coisas de nossas vidas está em nossas mãos. “Se tivéssemos aprendido desde cedo o papel fundamental que cuidar do dinheiro de maneira responsável tem, entenderíamos melhor o que é pobreza e riqueza, e com certeza faríamos dias bem melhores diferentes do quais vivemos hoje e teríamos um país bem mais próspero” afirmou Dona Maria das Graças.

São afirmações como estas que nos dar esperança de um futuro melhor. Precisaríamos ouvir mais essas pessoas que tem muito ainda a nos ensinar. Na verdade, ouvi é o que precisamos fazer para tornar nosso país próspero e nosso povo rico. Quando todos participam, jovens, adultos, idosos, fortalecemos a caminhada e promovemos a maior de todas as riquezas que é a união de todos em torno de propósito comum.


Usar a educação financeira como uma ferramenta para elevar nossa prosperidade é a solução mais adequada. Assim, poderemos resolver os problemas econômicos que vem fazendo parte de nossa vida ao longo dos anos. E a metodologia Afluência Financeira tem esse papel de gerar prosperidade em todas as dimensões de nossas vidas, principalmente na dimensão financeira.



Sartre Santos




quinta-feira, 14 de abril de 2016

Dólar em alta: qual a melhor decisão?




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A oscilação do dólar no mercado financeiro têm nos deixado de cabelos em pé. Essa variação cambial nos deixa sem rumo e não permite que visualizemos a melhor decisão a ser tomada quanto ao uso dessa moeda, seja para compra, seja para viagens.

Algumas pessoas ainda arriscam fazer uma ou outra viagem ao exterior. Muitas delas, felizmente, vêm sendo planejada com bastante antecedência. São os casos de Robson e Patrícia, e outras adquiridas numa promoção antes da subida desenfreada do dólar, no caso do Edmilson.

No caso do Edmilson, ele se viu num beco sem saída. Malas prontas, passagem em mãos e documentação toda acertada, mas sem uma reserva em dólar. Como disse: “Fique sem chão. Planejava comprar dólares para a viagem com um preço inferior a R$ 3,00. Tive que comprar na alta, bem mais caro do que planejara”. Para ele, que optou por comprar o valor antes planejado, gerou uma dívida que não constava do seu planejamento.

Robson e Patrícia tiveram situações de compra do dólar parecidas com a do Edmilson. Entretanto, o planejamento da viagem já vinha acontecendo há vários meses. Tudo pago, desde passagem até hospedagem, faltava-lhes o dinheiro que usariam para os gastos diários da viagem. Patrícia chegou a pensar em desistir: “Conversei com o meu marido, e pensamos seriamente em repassar a viagem para outra pessoa, com grandes perdas financeiras. Pensamos melhor, pois era uma viagem que acalentávamos desde que casamos. O jeito foi replanejar tudo. Compramos menos dólares e fizemos menos compras do que gostaríamos. A viagem foi maravilhosa!” Para Patrícia, o pouco conhecimento de educação financeira facilitou essa tomada de decisão. Ela afirma que depois desse fato, vem procurando estudar mais e aprender sobre o seu comportamento com relação as suas finanças.

Esse foi o conselho que o Robson nos pediu quando viu todo o sonho da família parecer ir por água abaixo: O que a educação financeira poderá me auxiliar nessa situação? Ele disse que se sentiu perdido na hora de tomar a decisão correta. “Comprar ou não comprar o dólar na alta? Com uma análise da situação dos seus gastos atuais, das propostas de previsão do que iria utilizar na viagem, além da busca de promoções da viagem, ficou claro qual seria a decisão mais acertada”, disse Robson. Para ele, mesmo com o momento em que o país passa, não poderíamos desistir de nossos sonhos. “Quando entendi que realizar sonhos é fundamental para nossa vida e que eles devem vir precedidos de planejamento, organização e consciência, percebemos que estávamos no caminho certo. Divertimo-nos, conhecemos lugares mágicos”.


Esse é o caminho: investir em nossos sonhos! Mas desde que feito de maneira consciente e tendo como referência uma metodologia de educação financeira. Assim, tenha certeza que todas as suas viagens, todas as suas compras e consumo, lhes trarão muito mais prazer e alegrias, sem a preocupação de mais uma dívida, de mais um aperto financeiro.


Sartre Santos


quarta-feira, 13 de abril de 2016

Falando de crise



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Não há o que questionar sobre a crise econômica. Ela está presente em nosso dia a dia. A dimensão dela está além do que podemos perceber, grande parte dessa crise está sob o manto de outra crise, a política. Dá uma sensação de que não podemos fazer nada. Mas podemos! E devemos!

Da crise política, levantemos a bandeira das nossas convicções, mas além disso é preciso analisar com clareza, sem a paixão das nossas fervorosas opiniões, todos os fatos que nos apresentam. Debrucemo-nos sobre os fatos e não sobre as opiniões.

Da crise econômica, não podemos simplesmente deixa-la de lado, achando que isso não tem nada a ver com as nossas escolhas e atitudes. É aqui que temos o poder maior de mudar este cenário fúnebre alardeado por todos os cantos. Apegar-se a crise pela crise não nos leva a resultado nenhum. Lamentar-se talvez seja extremamente inútil nesse momento.

Assim, como linha de ação primeira para superar essa crise, necessário se faz procurar a educação financeira (use como proposta a metodologia Afluência Financeira), por meio dela nos munimos de ferramentas que darão suporte as nossas escolhas e atitudes frente a essa crise.

Mas temos muitos outros caminhos, depois da educação financeira. Precisamos vigiar nossos hábitos, pois são eles que nos impele ao consumo imediato. Por exemplo, existe coisa mais sem noção do que gastar seu rico dinheiro em uma compra de um carro zero, que você tem que ficar na fila de espera, que descaradamente o valor é exorbitante, só para satisfazer um capricho momentânea ou para manter um status que seus ganhos já não dão mais conta? Espero que não tenha se identificado com tal situação. Pois, esse é um dos hábitos de consumo dos mais ignorante, e que está aí visivelmente a nossa frente e no ambiente em que vivemos.


Se agirmos na direção dessas duas proposições, educação financeira e hábito de consumo, seremos capazes de elevar a nossa situação financeiro a um patamar de riqueza, e de quebra, contribuir para que o país não entre na “quebradeira” geral. Pense nisso. Aja. Promova a transformação em você e sinta novos ares de tranquilidade, riqueza e alegria aportarem em sua vida.



Sartre Santos





sexta-feira, 8 de abril de 2016

Compra e consumo



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O prazer do consumo é inegável. Comprar é muito bom e traz uma sensação de prazer que chega a parecer com um orgasmo.  Por isso que somos muito influenciados pelas diversas peças publicitárias que surgem a nossa frente. O quanto é bom ver a peça que lançou o novo Samsung S7. Até então você nem estava pensando em adquirir um novo celular, mas lá vem  esse lançamento que faz você acreditar que não molha na chuva, que tira foto no escuro, essas “coisinhas” intrigantes que você nem sabe se vai usar. Mas de cara, com certeza, você desejou esse novo celular. Papel danado do marketing de consumo.

Pois bem, você pode até ter ficado no desejo de possui-lo, mas inteligentemente recuou. Mas outros correram mais que depressa a uma loja ou participaram de uma pré venda no intuito de serem os primeiros a adquirir aquele produto, e de cara receberem um brinde, uma dívida a mais na sua vida financeira. Jogado fora sonhos acalentados de uma nova viagem, de um novo curso, de um novo amor.

Não, não é errado comprar um novo produto, desejar uma nova tecnologia de ponta, em suma, comprar e consumir. Na verdade, esse é o fundamento do capitalismo. E nós vivemos num mundo capitalista, certo? Isso mesmo. E nesse mundo, o justo é o que menos vemos. Portanto, comprar e consumir são essenciais, faz com que a riqueza circule e seja compartilhada entre todos.

Para que este conceito faça parte verdadeiramente da sua vida, você não pode sair por aí comprando tudo que é bugiganga que ver e recebendo como brinde sempre uma nova dívida. Usufruir dessa riqueza exige de você uma nova postura frente as suas próprias maneiras de pensar e lidar com dinheiro. O pensar e o agir com prosperidade credita você a fazer parte desse seleto grupo que a riqueza é uma realidade.

Encontre-se com você mesmo. Redirecione sua bússola para a suas mudanças internas. Invista em um novo modelo de saúde financeira. E colha os bons frutos da prosperidade.  Na real, só é difícil para quem tem medo de deixar o assento quente da sua cadeira.




Sartre Santos








quinta-feira, 7 de abril de 2016

Pensar em dinheiro





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Pensar sobre dinheiro deveria ser algo comum em nossa sociedade, pois é por meio dele que há o movimento nos mais diversificados aspectos das relações humanas. Se vivemos numa sociedade capitalista, é necessário entender que o dinheiro é o principal instrumento dela. Aprender a manusear esse instrumento deveria fazer parte do cotidiano educacional, pessoal e profissional de todas as pessoas.

Não é bem assim. Ainda temos uma relação de ódio e amor com o dinheiro.  De ódio, pois somos incutidos ainda crianças com crenças que tentam promover uma repugnância ignorante nesta relação. Somos influenciados e estimulados, (por tios, pais, avós, pessoas mais velhas) a acreditar que o dinheiro é raiz de todo mal, como também que o dinheiro é sujo e que Deus não aprova este mesmo dinheiro como algo bom para a nossa vida. De amor, quando entendemos que o dinheiro é o meio de realização de sonhos, de aplicação na qualidade de vida plena, na promoção de saúde e no benefício da solidariedade mútua entre os seres humanos.

Por isso que a reflexão é fundamental no que diz respeito a relação que temos com o dinheiro (e com todas as coisas da nossa vida também!). Pensar em dinheiro não como um fim em si mesmo, mas como um instrumento de construção, de evolução de nossa vida. Como meio, precisamos entender o que é fim em nossa vida. Por isso, entender aonde queremos chegar pode ser condição sine quo non para nosso triunfo pessoal. E de ter sucesso na vida é a prova do amor de Deus (ou da energia infinita, como queiram) em nossa vida.


Portanto, joguemos de lado nossas crenças limitadoras onde aprendemos que o dinheiro não é bom, e abramos nosso coração e nossa mente para entender que quem pensa enriquece (daquele conceito que é realizar nossos sonhos).





Sartre Santos

terça-feira, 5 de abril de 2016

Presente




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“Eu mereço este presente!”

Quantas vezes você já ouviu essa frase, ou mesmo, chegou a repeti-la por diversas vezes na sua vida. Mas, será mesmo que você merece esse presente? Será que você conhece você mesmo a ponto de ganhar um presente? E sua vida financeira? E suas perspectivas futuras?

É muito fácil merecer um presente quando focamos todos os nossos desejos para atender uma necessidade emocional momentânea. Talvez, e nas muitas das vezes é isso, estamos escondendo algum comportamento inequívoco no campo financeiro ou tentando fugir de algum embate interno na hora de decidir coisas importantes em nossa vida. De certo que não estamos querendo encarar alguma situação desconfortável a nossa frente.

Esse tipo de “auto merecimento” é mais comum do que podemos imaginar. As pessoas buscam esses desejos efêmeros para fugirem das suas próprias responsabilidades e de assumirem a importância de suas decisões e suas consequências. Quando deixamos de ser responsável por nós mesmos, permitimos que alguém ou alguma coisa fora de nós assuma o controle de nossa vida.

A verdade é que para merecer o seu “presente”, você precisa assumir 100% de responsabilidade sobre a sua vida. Precisa está consciente sobre o que vivencia. Deve entender o que lhe fala as suas emoções. E a outra verdade, é que prosperar é a regra nas diversas dimensões de nossa vida: física, emocional, espiritual, afetiva, familiar, profissional.

Portanto, faça por merecer esse presente. Comece pelo básico, dê uma boa investida na organização da sua vida financeira e comece a colher frutos a partir desse semear. Uma ótima pedida: conheça a Metodologia Afluência Financeira – AfFin.





Sartre Santos