
Hoje é sexta-feira! E muita gente
já pensando em cair no samba, se arrastar no forró e se esticar com o sertanejo
universitário. “Por que ficar em casa no fim de semana? Vamos tomar todas”, bradava
um jovem ali na frente.
E como é bom se extravasar, jogar
para o alto o cansaço mental e físico e cair na farra. Mas muitos o fazem sem
ao menos se preocuparem com as consequências emocionais, e principalmente, as financeiras
dessa decisão.
“Se for pensar muito nisso, a
gente nem sai de casa”, riu um amigo. “A gente já arranca os cabelos na semana
por causa do dinheiro, e para no final de semana jogar tudo para o alto”,
completou.
É interessante achar que assim
poderíamos resolver nossas mazelas emocionais e financeiras. O sentido disso
tudo permeia aquele sentimento de que somos eternos, que o futuro a Deus pertence.
Cheira a uma certa postura de irresponsabilidade. Comum, poderia dizer alguns,
quando somos jovens.
Esse sentimento de que é comum acontecer quando
jovem, vem-nos a memória mais tarde e, muitas vezes, expressamos sinais de
reclamação, quando em coro dizemos: “Ah, se eu fosse mais jovem, faria
diferente e estaria mais preocupado em realizar meus sonhos”. Mais nunca é tarde para retomar a crença em
nossos sonhos e também nunca é cedo para refletir em como vamos fazer para realiza-los.
O problema é o quanto valoramos
as atitudes e comportamentos que estamos expressando nesse momento. É certo
abrandar nossos anseios indo a uma balada, e para quem não é de balada, curtir
seu retiro espiritual. De verdade, o que queremos dizer é que podemos fazer isso sem abandonar nos sonhos, nosso
propósito. Dar para fazer as duas coisas. E como?
Assumindo 100% de responsabilidade
sobre nossas atitudes e comportamentos. Ter claro que o que nos aborrece financeira
e emocionalmente foram, exclusivamente, gerados por nossas decisões. Quando
assim agimos, tiramos nossas aeronaves do piloto automático, e assumimos o leme
em direção à realização de nossos sonhos e do nosso propósito de vida definido.
Ademais, não custa fazer a conta
certa do quanto você dispende do seu rico dinheiro nas baladas.
Pense comigo, 150 reais por final de semana, tornam-se 600 reais por mês, que
no final de um ano passa dos 7.200 reais (pegue essa "deixa", e leia o artigo
anterior 7.200 anos). Se isto não for impedir a realização dos seus
sonhos, cai na farra. Aproveite! Divirta-se! Sempre com moderação.
Sartre Santos

