quarta-feira, 29 de junho de 2016

Sonhar te dar asas...









Quase sempre confundimos metas, objetivos, propósito, ou qualquer coisa que remeta ao nosso futuro como se fossem os nossos sonhos. Tudo que a gente quer, nós dizemos que são os nossos sonhos, e assim banalizamos a realização dos nossos verdadeiros sonhos.

Não que não devamos cultivar nossos desejos imediatos, aquele que atendem apenas a uma satisfação momentânea e que não tem nenhuma relação com o nosso crescimento pessoal. O problema, entretanto, é quando essa busca pela satisfação imediata de se torna um vício, um objetivo diário. Muitos se iludem dizendo que são seus sonhos, na vã tentativa de justificar suas más escolhas e da fuga de si mesmo pelo consumo sem nexo.

O que há de errado nisso? O errado é deixar de realizar seus verdadeiros sonhos, seus grandes sonhos. E por se sentirem frustrados por não conseguir, e na maioria das vezes por não terem grandes sonhos, acabam se deleitando na satisfação do imediato e no endividamento sem causa. E o pior de tudo, se há pior neste caso, apenas para mostrar para outras pessoas a (in) capacidade de ter muitas “coisas inúteis”.

Ter grandes e verdadeiros sonhos para serem realizados é a mola propulsora para o nosso crescimento, nossa evolução pessoal, como também profissional. Os sonhos devem ser e são prioridades em nossa vida. São eles que devem direcionar nossas ações e nossos desejos. Sem eles somos meras “caças” de um sistema cheio de caçadores ávidos em nos tornar escravos do consumo pelo consumo, do uso do dinheiro pelo desejo imediato. Ninguém lhe pede para esperar um pouco mais para realizar seus sonhos.


Na Metodologia Afluência Financeira – AfFin, o pilar Sonhos, tem o poder de nos envolver nessa busca fundamental pela realização dos nossos verdadeiros sonhos, aqueles que nos enche de prazer, de alegrias e da sensação do dever cumprido. Esses sonhos, como importância primeira na nossa vida financeira, tornam-se capazes de unir e harmonizar os nossos relacionamentos, por que enquanto compartilhados, eles têm essa estranha mania de fazer com que tudo e todos fiquem imbuídos de um objetivo comum.


Sartre Santos
Educador Financeiro AfFin
Financial and Personal Coach



domingo, 26 de junho de 2016

Ilha da Fantasia








Uns dos grandes filósofos em atividade da atualidade o americano Michael Sandel fala que vivemos a “camarotização” da vida pública, ”onde os camarotes, as áreas VIPs e os setores exclusivos, privilegiados, simbolizam perfeitamente um mundo em que os desníveis de oportunidades só fazem crescer, em que a ruína do poder argumentativo dos cidadãos faz com que a democracia deixe de ser vista como um projeto comum de partes diferentes”.

Para Sandel é preciso que tenhamos uma visão diferente de tudo isso que vemos hoje, e que é necessário trabalhar com um tipo de educação cidadã que ajude a cultivar cidadãos democratas, e não há democracia sadia sem espaços públicos, onde cidadãos, de todas as origens, possam interagir. Sandel afirma que o dinheiro distorce a democracia, porque dá muito poder aos mais ricos e faz com que os cidadãos comuns acreditem que não possam ter suas vozes minimamente representadas na vida democrática, por isso a importância da ocupação do espaço público como um fator de fortalecimento da democracia. Ele diz que somos seres plurais e multiculturais, por isso que a ideia de serviços públicos de qualidade é fundamental para que se fortaleça a convivência entre toda a pluralidade da sociedade democrática.

Diante deste contexto, podemos afirmar a importância de ver o dinheiro como um instrumento social também. Não é possível que ainda cultivemos crenças limitantes que nos impeçam de cobrar os espaços públicos necessários para o convívio democrata. Quanto mais construirmos templos de consumo, valorizando-os em detrimentos do convívio comum, mas enchafurdamos num discurso democrático e capitalista hipócrita.

Infelizmente, essa defesa única e exclusivamente da ideia de que “o mercado” deve regular todas as questões econômicas, é que cada vez mais vemos menos espaços e serviços públicos que incentivem a convivência plural e multicultural. A ideia de cotas teve seu valor para corrigir determinadas injustiças sociais, mas talvez seu tempo já tenha passado, e o que precisamos é fazer uma inclusão social e democrática independentemente da origem de cada um, o qual pode ter como ponto de partida o espaço e o serviço público.

Todo o trabalho de inclusão começa pela educação. É crucial, neste momento, que seja feito um trabalho de inclusão social por meio da Educação Financeira. Vivemos um momento crítico na vida das pessoas em razão dessa deficiência educacional. O boom da implantação de ilha de fantasia como shoppings centers, ruas de comércio, cultura a ostentação, entre outros, tem levado a derrocada da sociedade quando o assunto é dinheiro, tornando cada vez mais fundo o fosso que separa os que tem mais dos que tem menos.


Ao priorizar a educação financeira como instrumento de democratização e de inclusão de todos no sistema econômico e social, seremos capazes de corrigi muitas das injustiças sociais. A Metodologia Afluência Financeira – AfFin, é esse instrumento capaz de trazer essa mudança, de ser o ponto da virada na vida das pessoas e das famílias, de ser esse condutor para uma justa convivência social e democrática.


Sartre Santos
Educador Financeiro AfFin
Financial and Personal Coach


quarta-feira, 22 de junho de 2016

O método campeão que vai mudar sua vida financeira.







Ao longo dos anos venho estudando sobre finanças na vida das pessoas e das famílias. Com a internet, nós podemos encontrar muitas propostas de finanças pessoais às quais prometem livrar as pessoas do endividamento, torná-las mais organizadas, além de lhes ensinar sobre cálculos e planilhas. Nada contra, e isso é até importante saber para sua vida financeira. Mas este não é o foco fundamental.

Pouco são os métodos estruturados que direcionam você para a melhoria da sua vida financeira, que lhe dê uma base de sustentação na hora de lidar com dinheiro. Hoje no mercado conheço dois métodos: um da DSOP que tem como estrutura os pilares Diagnosticar, Sonhar, Orçar, Poupar (www.dsop.com.br) e o meu que é a Metodologia Afluência Financeira – AfFin que tem como pilares  Autoconsciência, Sonhos, Diagnóstico, Checagem, Investimentos Dinâmicos.


A estruturação de um método facilita o aprendizado, além de simplificar sua aplicação na prática. A Metodologia AfFin tem esse objetivo de facilitar e simplificar o aprendizado tanto na questão cognitiva quanto na prática. O método lida com as duas dimensões da vida financeira: a educação financeira e as finanças pessoais. A dimensão Educação Financeira trata da pessoa em sua essência, do seu comportamento como chave para a mudança, que se torna ponto chave para o aprendizado. As Finanças Pessoais é o aprendizado prático, é a mudança do comportamento se manifestando na aplicação de ferramentas que colocam a vida financeira das pessoas nos eixos.

O método nasce como orientador e não como engessador da sua vida financeira. Cada pilar da Metodologia AfFin pode ser aprendido e usado separadamente, ou absorvido novos pilares, mas é em conjunto que eles se tornam uma ferramenta poderosa, uma ferramenta campeã. É como veremos a seguir o conceito de cada um desses pilares da Metodologia AfFin:

·         Autoconsciência: não posso promover minha mudança se não fizer uma  reflexão interna de mim mesmo. Este pilar trata do autoconhecimento, de tornar consciente o inconsciente. O primeiro passo é fazer uma avaliação comportamental, saber onde você está. Em seguida, saber para aonde você quer ir, ao desenhar seu Propósito de Vida Definido. E por fim, saber como você lida com o dinheiro por meio do perfil e da sua inteligência financeira.
·      Sonhos: este pilar constrói as molas propulsoras para sua vida financeira. Os sonhos devem ser prioridades na sua vida, e é por meio deles que realizamos, que efetivamente alcançamos nossos resultados. Se não temos ainda, devemos a partir de agora ter um sonho de curto, de médio e de longo prazo.
·    Diagnóstico: ao consultar com um médico e para que ele possa diagnosticar o seu caso com segurança e certeza, ele solicita que você faça alguns exames, isto é, tirar um retrato da sua saúde neste momento. Ele não pede que você faça isso todas as vezes que vá vê-lo. No nosso caso também. Você primeiro tira um retrato da sua situação patrimonial com Cenário Atual , e depois, tira outro retrato dos hábitos financeiros diários com a Anotação Diária.
·      Checagem: é a prescrição de cura para o seu diagnóstico. Identificando seu patrimônio e os seus hábitos, está na hora de fazer a correção do caminho. Aqui você trata do consumo consciente e dos gastos mais econômicos. Aqui nós iremos SALVAR nosso dinheiro para investir em nossos sonhos (esqueça economizar!).  Com a checagem, nós montamos o nosso orçamento sustentável, aquele que vai dar prioridade aos nossos sonhos.
·    Investimentos Dinâmicos: ao guardar primeiro para realizar seus sonhos, você precisará dar dinamismos aos ganhos que esse dinheiro poderá proporcionar. As escolhas dos seus investimentos serão de acordo com o perfil dos seus sonhos: curto, médio e longo prazos. É hora de entender sobre modalidades de investimentos e como tirar proveito de cada uma delas, além disso, saber que segurança não é sinônimo de caderneta de poupança.

Com o método em mãos, hora de por mãos à obra e correr para o abraço. Ser próspero não é uma questão de destino, mas uma questão de escolhas, dessas que fazemos todos os dias. Cada escolha representa a semente que plantamos. Lembre-se: o que a gente planta, a gente colhe.


Sartre Santos
Educador Financeiro AfFin
Financial and Personal Coach





P.S.: Participe dos nossos treinamentos na Metodologia AfFin. Acompanhe as datas dos cursos pelo Facebook (www.facebook.com/educaffin) e seja um campeão.

Você pode ser também um Educador Financeiro AfFin, e dar cursos, workshops e palestras com base na metodologia. A partir de setembro/outubro teremos a primeira turma, fique atento. Acompanhe tudo pelo Facebook.




segunda-feira, 20 de junho de 2016

Por que o propósito de vida definido de “Fazer do Brasil um país PRÓSPERO e RICO por meio da Educação Financeira AfFin”?









Então, por que definir um propósito de vida definido de “fazer do Brasil um país próspero e rico por meio da Educação Financeira AfFin? Não é algo muito utópico, tendo vista a situação do país? Como você, um único ser humano pode imaginar algo assim? Você sabe que o brasileiro não está preparado para tanto?

Para começo de conversa, eu acredito na força do propósito. Aquilo que você foca expande. Quanto mais definido for seu propósito, mais as forças do universo agirão a seu favor para o seu alcance. O propósito direciona. O propósito cria poder pessoal e coletivo. Quando nos imbuímos de tal sentimento, tornamo-nos poderosos, senhores do nosso destino, capitão de nossa nau! Por isso o propósito é a história que devemos contar a nós mesmos todos os dias.

E como pôr em prática o propósito? É simples, mas não é nada fácil. A melhor maneira de realizar é construir histórias, e que elas sejam de enredo simples. No meu caso, a história já está contada e você compreende, sabe que é simples, mesmo que você ache impossível. Mas é você que acha, certo? Por que para mim já é realidade, já estamos tornando o Brasil mais próspero e rico com a Educação Financeira AfFin.

AfFin é a metodologia Afluência Financeira. Um método para ensinar Educação Financeira para todas as pessoas independente da sua idade, cor, credo, religião, sexualidade, enfim para todos indistintamente. Eu acredito que se todas aprenderem a metodologia, nós teremos uma mudança no modelo mental do brasileiro.

Existe um modelo mental vigente que apregoa que devemos sempre buscar novas fontes de receitas frente ao nosso constante aumento das despesas. Veja só. É um modelo adotado também nas empresas e nos governos. Quantas vezes os governos utilizam o artificio do aumento dos impostos para fazer caixa, sem se preocuparem em mudar a maneira como gastam seus recursos. Veja que não estou falando em economizar. Estou falando na maneira COMO ELES GASTAM OS SEUS RECURSOS. Esse mesmo processo muitos de nós adota na vida diária. Se mudarmos esse modelo mental, mudamos a nossa vida financeira.


É isso que a metodologia traz de importante para a nossa vida: mudar o nosso modelo mental na forma que lidamos com o dinheiro. De simples entendimento, mas que exige de nós dedicação e foco no processo de mudança interno. Exige de nós que vivamos em movimento, sem nos perdemos no conforto, no comodismo e na preguiça de deixar para amanhã. Exige que assumamos a liderança de nossas vidas hoje, e para sempre!


Sartre Santos
Educador Financeiro AfFin
Financial and Personal Coach



terça-feira, 14 de junho de 2016

E aí Doutor?







Se nos remetermos à medicina a 20, 30 anos atrás, vemos hoje uma mudança drástica no comportamento dos médicos com relação à definição de um diagnóstico. Tempos atrás esse profissional nos “fuçava” de cima a baixo, perscrutava cada orifício da nossa face e éramos solicitados a dizer “33”, e assim nos prescrevia o diagnóstico, e o que deveríamos providenciar então.

Vindo para os dias atuais, o processo é totalmente diferente: mais rápido, mais seguro, e com certeza mais caro. O profissional de hoje já não “desseca” você de cima a baixo, antes disso ele pede para fazer uns exames, depois lhe advém um diagnóstico mais preciso. Aqui você entende que não se trata de repetir os exames todos os meses ou todas as vezes que você retorna ao médico.

Na sua vida financeira não deve ser diferente. No pilar DIAGNÓSTICO, da metodologia Afluência Financeira – Metodologia AfFin, aprendemos como realizar esses exames para termos o melhor diagnóstico do nosso dinheiro e a maneira como  lidamos com ele. Esse é um passo libertador para sua vida financeira.

O diagnóstico é peça fundamental para identificação dos hábitos financeiros. É uma ferramenta que permite identificar para onde o dinheiro está indo e em que está sendo empregado.

 Para aqueles médicos mais antigos, eles estavam a mercê do relato dos seus pacientes, isso era um perigo em potencial. E esse é o comportamento que muitos adotam na hora de analisar seus hábitos, deixam tudo por conta da memória, acreditando que tem registrado na mente cada gasto, cada uso do dinheiro. Tem risco maior?

Para aqueles que conhecem os outros modos de fazer o seu diagnóstico, tendo como referência um processo que tira da memória os seus registros, conseguem ir muito mais além na eficácia deste diagnóstico. Eles adotam o método da Anotação Diária© que irá registrar dia a dia, despesa a despesa, por um determinado período de tempo, os seus hábitos financeiros diários. Com essas informações em mãos, a mudança de hábitos nocivos à saúde financeira tende a acontecer já no decorrer do período. Ao finalizar esse poderoso instrumento, a pessoa tem em suas mãos os dados necessários para a reformulação estratégica da sua vida financeira.


Esse exercício (exame) a ser feito por no máximo dois ou três meses, deve ocorrer sempre que houver uma mudança significativa em sua vida financeira, seja na condição de receber mais receitas, seja na condição de se envolver com endividamento. Voilà! Hora de assumir as rédeas da sua vida financeira!



Sartre Santos
Educador Financeiro AfFin
Financial and Personal Coach



sexta-feira, 10 de junho de 2016

Capitalismo Selvagem








“O sistema capitalista não é justo!”. Esbravejam alguns. Não, não é justo mesmo. Ele é cheio de defeitos, não atende de forma adequada as necessidades sociais das populações e muitas vezes ele parece premiar os mais espertos. Mas ainda não inventaram outro igual ou melhor que  ele, e que oportunize todas as pessoas independentemente da classe social, idade, cor, raça, religião, e por aí vai.

O problema do capitalismo é que ele exige de nós muito mais do que estamos dispostos a doar. Ele exige que adotemos modelos mentais mais flexíveis. Ele exige que sejamos mais aplicados aos estudos. Ele exige que dediquemos horas diárias a leitura. Ele exige que a cada dia que acordamos estejamos cada vez mais ativos para investirmos em nós mesmos.

Parece até um discurso individualista. E é. O capitalismo cobra de você aquilo que você faz por você, primeiro, e se você não está fazendo isso por você, essa cobrança é mais pesada ainda. Quantas e quantas vezes você se deixou levar por um discurso idealista de que o dinheiro não traz felicidade, de que o capitalismo é o mal do século. Mas no final das contas, você se deleita no usufruto das benesses produzido por este estado capitalista.

Não é uma questão de defesa do capitalismo por si só. O que estou falando é da maneira como encaramos esse mesmo capitalismo e de que como extraímos dele o que de melhor ele pode oferecer para nós e para nossa comunidade. De alguma forma, é certo, extraímos mais vantagens do que desvantagens dele se colocarmos um novo olhar e tomarmos uma nova postura frente aos seus desafios.

De verdade e a única coisa que o capital exige de nós de forma contundente, disciplinada e frequente é que devemos nos dedicar profundamente ao nosso processo de aprendizado. A educação em todas as suas dimensões deve ser prioridade, e como tal, condição primordial para que possamos entender o potencial agregador que tem capitalismo na vida das pessoas e como ele, enquanto sistema econômico, pode beneficiar todos de forma generalizada e indiscriminada.


Decerto que não quero pintar um cordeiro na pele de lobo, mas refletir se não estamos nos acobertando nessa pele de cordeiro para nos fingirmos de lobo. Por demais nos afligimos por detrás de nossas amarras ideológicas (que não devem ser esquecidas) para justificar muitas das mazelas que nos impomos, e que insistimos em por a culpa, em nosso caso aqui, no capitalismo selvagem.



Sartre Santos
Educador Financeiro AfFin
Financial and Personal Coach


terça-feira, 7 de junho de 2016

Feng shui do dinheiro









Falar de consumo consciente é falar da nossa sobrevivência como seres humanos. Entender que o que consumimos tem um impacto direto no meio ambiente, e essa é uma conversa que vem se arrastando ao longo dos anos, e muitos de nós ainda não percebemos a sua importância e o quanto é extremamente essencial para nós enquanto indivíduos únicos. Para quem opera e defende essa causa, a luta deve continuar disciplinada e frequentemente, sem perder a coragem e a vontade de construir sempre um mundo melhor para esta e todas as gerações que viram.

Como indivíduo único e indivisível não há como fugir desse lema do consumo consciente. Trazer para realidade financeira é de total interesse nosso. Não há como viver uma vida sustentável financeiramente, se não vivemos essa vida sustentável ambientalmente. São as escolhas que fazemos que irão definir o nosso destino.

E quando o assunto é dinheiro, escolha é condição primária no destino que daremos a ele. Devemos pensar o quanto de impacto tem nosso consumo no meio ambiente, mas antes de tudo, devemos pensar o quanto de impacto tem esse consumo em nosso bolso, o quanto dele vai parar no lixo do endividamento financeiro.

Pense comigo: muitas vezes compramos coisas por que alguém comprou, compramos coisas por que achamos “bonitinho” na televisão, compramos coisas por que tem um “precinho”, compramos coisas inúteis achando que servirão para alguma coisa. E no final ficam entulhados numa gaveta qualquer, nos fundos de um armário qualquer, jogados num canto qualquer. E na bendita limpeza anual do nosso “feng shui”, lá vai tudo para o meio ambiente, numa combinação ruim de dinheiro jogado fora e poluição da natureza.


Na metodologia Afluência Financeira, o consumo consciente faz parte do pilar Checagem, aquele momento de botar as coisas no eixo, de dar o direcionamento correto aos nossos hábitos de compra e consumo. Não estamos só falando em salvar nosso dinheiro do desperdício, do gasto impensado, da prodigalidade das nossas esmolas (não sou bem a favor de dar esmolas), mas também de contribuir para uma causa que depende unicamente de nós que é de preservar e lutar pela natureza. 



Sartre Santos
Educador Financeiro AfFin
Financial and Personal Coach




sexta-feira, 3 de junho de 2016

Fazer a conta certa não tem preço!








Toda mudança em nossa vida, começa pela mudança de nosso comportamento. Disse vimos falando ao longo de muitas conversas. Entender como agimos, lidamos e observamos o ambiente que nos cerca é de fundamental importância para que direcionemos nossas decisões para aquilo que é importante e prioritário para a nossa vida. Esse é o primeiro passo.

Na nossa vida financeira, além de observar nosso comportamento que é o grande propulsor de nossas decisões financeiras, devemos partir para realizar outro passo tão importante quanto à mudança do comportamento, frente ao dinheiro e ao modo como operamos nosso consumo, que é fazer a conta certa.

Fazer a conta certa é a base de sustentação para a mudança comportamental que nos propomos com relação a nossa vida financeira. Com ela podemos direcionar corretamente cada decisão financeira, seja para adquirir um bem, seja para consumir, seja para contrair uma dívida. Em todas elas devemos ficar de olho na calculadora.

Quando falo em conta certa, estou falando em fazer cálculos mesmo. Quando falamos em realizar nossos sonhos, precisamos fazer esses cálculos. Digamos que seu sonho de médio prazo seja trocar de carro. Se você for uma pessoa deseducada financeiramente, decerto que já partiu para a concessionária para alguém fazer a conta certa (para ela) dessa despesa, e você mais uma vez vai ficar encalacrado com um financiamento.

O bem educado financeiramente (que estudou a metodologia Afluência Financeira) faz a conta certa para ele mesmo. Ele mesmo se dispõe a fazer seus cálculos. Então vejamos: se já tenho carro, posso esperar tranquilamente mais três anos para adquirir o próximo. Primeiro, defina o valor do carro que você quer.  Imagine que seja R$ 30 mil. Seu caro valerá R$ 10 mil no dia da troca e você irá precisar de mais R$ 20 mil para completar a compra. Então, em vez de você pagar uma parcela de um financiamento (que seria de 36x R$770,00), pague primeiro para você. Nessa nossa conta, você aplicaria mensalmente no Tesouro Direto 36 X 470,00 e teria a complementação para a aquisição do carro, e ainda compraria o carro à vista, e com certeza, com um belo desconto. O que é melhor? Financiamento ou investimento? Pagar para você ou para o Banco? Você quem escolhe. O dinheiro é seu.

Esse é apenas um exemplo. Essa conta pode e deve ser feita para qualquer coisa que você consumir, para qualquer bem que você adquirir e para qualquer viajem que você fizer. De uma coisa você não precisa ter dúvida: comprar à vista e com desconto não tem preço!


Sartre Santos
Educador Financeiro AfFin
Financial and Personal Coach