quarta-feira, 26 de abril de 2017

Vale a pena fazer seguro?




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P
ara começar vamos tentar não nos perder num emaranhados de números  e de contas que faremos a seguir. Vamos tomar como exemplo o seguro de carros, na base territorial do Distrito Federal. Fiquem sabendo que atualizações dos números nos órgãos não são tão recentes.

Comecemos. A frota de carro de passeio, esse que você usa no dia a dia era de 1.182.541 carros em agosto de 2016. Muito não é mesmo? Pois bem. Se numa situação real todos esses carros tivessem sido segurados, considerando um preço médio de R$ 900,00 por seguro, teria sido contratado pelas empresas o valor de R$ 1.064.286.900. Isto mesmo que você leu: um bilhão e sessenta e quatro milhões e duzentos e oitenta e seis mil e novecentos reais em apólices.

Mas esta seria a condição ideal para as empresas.  Ok! Todos os carros não estão segurados, mas imaginemos que apenas 30% da frota seja (muito baixa essa quantidade eu sei). Ficaria assim a conta: 354.762 carros segurados, total arrecadado pelas empresas R$ 319.285.800. Pois é, trezentos e dezenove milhões e duzentos e oitenta e cinco mil e oitocentos reais arrecadados.

Onde quero chegar? Bem, considerar o valor de R$ 900 para um seguro de carro estou sendo bondoso, e de que apenas 30% da frota tem seguro, mais bondoso ainda. Agora confronte os valores acima com o que foi pago de indenização de seguro no ano de 2015 para o carro de passeio no Distrito Federal: R$ 38.738.325 em indenização de incêndio e roubo e 175.254.909 em indenização de colisão. Ah! Foram expostos neste período 285.254 veículos. Então, podemos inferir com os 30% da nossa conta de veículos segurados é muito baixa.

Mas afinal de contas vale a pena fazer seguro? Vale! Mesmo com reservas. O que não vale pena é pagar tão caro pelo seguro, tendo em vista os lucros exorbitantes que ganham as seguradoras no Brasil, que faz mais sentido considerar tais lucros estelionato e usura. Felizmente estamos começando a encontrar seguros com valores mais baixos para carros usados, porém é um baixo ainda muito caro.


Agora, queria lembrar a você que o bem mais precioso a ser segurado não é o seu carro ou a sua casa, mas com certeza a sua vida. Pense nisso!



Sartre Santos
Educador Financeiro AFin
Coach Financeiro







terça-feira, 25 de abril de 2017

Ainda dar para acreditar no Brasil?




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A confiança do consumidor brasileiro, isto é, a minha e a sua confiança, não anda lá essas coisas. Também os noticiários de todos os canais nos deixam cada vez mais atônitos e atordoados com tamanho  lamaçal que vive a política brasileira. Se correr o bicho pega se ficar o bicho come?

Em pesquisa recente, indicador do SPC Brasil aponta que a economia brasileira vai mal para 81% dos consumidores, e somente 2% deles consideram que a economia está em boas condições.

Para você ver o tamanho do buraco em que estamos metidos, metade dos que veem o Brasil nessa situação ruim (53%) identifica a corrupção e o mau uso do dinheiro público como a principal causa do descontentamento, desemprego e inflação fica lá pra trás, 26% e 9% dos consumidores respectivamente.

Nessa conta o Indicador de Confiança do Consumidor segue abaixo do nível neutro de 50 pontos, ficando em 42,3 pontos, o que demonstra que a maior parte dos brasileiros está pessimista com as condições econômicas do país e com a situação financeira pessoal.

Complicada essa situação que vivemos, para não usar outros adjetivos mais pesados. O que estamos vendo não diz respeito só ao roubo de bilhões de reais, mas também ao assassinato (pesado, né) de milhares de brasileiros que ficaram sem acesso a saúde, a alimentação adequada, a segurança.

E dar para acreditar no Brasil? Se agirmos de maneira consciente nós seremos capazes de mudar esse cenário econômico e político catastrófico que vivemos por meio do voto em 2018. Do lado de nossa situação financeira pessoal, podemos nos proteger agora mesmo dessas mazelas, agindo com parcimônia em relação ao nosso consumo e lidando de forma eficaz com o dinheiro adotando uma metodologia que sustente nossas ações – aqui recomendamos a Metodologia Afluência Financeira – AFin.




Sartre Santos
Educador Financeiro AFin
Coach Financeiro




segunda-feira, 24 de abril de 2017

Tem livro usado em casa? Você pode vender na Amazon e ganhar grana extra




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Se você tem livros usados em casa, ganhe um dinheirinho extra com eles. Desde o dia 12 de abril a Amazon lançou no Brasil uma plataforma para que pessoas físicas, sebos, livrarias e editoras vendam livros usados ou raros pelo site da empresa.

Com isso o consumidor ganha opções de preços mais vantajosas. Ao navegar pelo site, ele poderá encontrar um mesmo livro oferecido por mais de um vendedor e terá a chance de optar pelo que achar melhor.

Neste caso, o vendedor será o responsável pela entrega do produto ao consumidor e não a Amazon.

São dois tipos de planos que você pode optar. O primeiro, chamado de Plano Individual, é para quem pretende vender menos de 10 livros por mês. É cobrada uma taxa de R$ 2 por item vendido, mais uma comissão de 10% sobre o valor total das venda, incluindo o frete.

O Segundo é o Plano Profissional, indicado para quem vai vender mais de dez livros no mês. Paga de mensalidade R$ 19 e comissão de 10% sobre o valor de cada venda. Os três primeiros meses são gratuitos, e a cobrança da mensalidade só ocorrerá a partir do quarto mês. Além disso, esse plano conta com ferramentas adicionais como tabelas para gerenciar pedidos e inventário.

Para escolher um dos planos e começar a vender, é preciso acessar a plataforma pelo site da Amazon

Todo esse serviço e suas transações tem a garantia da Amazon, que paga ao vendedor o valor à vista dos produtos que ele vendeu sem taxas, mesmo que vendido no cartão de crédito à vista ou parcelado.

Esta é uma boa opção para quem não quer montar e gerenciar uma loja online. Porém, compare os custos de outras opções em relação ao que é oferecido pela Amazon. O importante é ter consciência das suas escolhas na hora de fechar negócio.



Sartre Santos
Educador Financeiro AFin
Coach Financeiro




Com crédito e adaptação do artigo da Uol (www.uol.com.br), São Paulo, publicado em 12/04/2017 com mesmo título. https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2017/04/12/tem-livro-usado-em-casa-voce-pode-vender-na-amazon.htm?cmpid=copiaecola


terça-feira, 18 de abril de 2017

Uso do FGTS como garantia no crédito consignado para trabalhadores de empresas privadas





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Assim como falamos em consumo consciente também temos uma expressão parecida para a questão dos empréstimos que é o crédito consciente, que nada mais é do que o uso adequado dessa ferramenta para atender questões financeiras urgentes e transitórias, seja para cobrir alguma dívida emergente seja para investir em uma boa oportunidade de negócio.

Entretanto, nós precisamos tomar muito cuidado com o crédito, tendo em vista que o sistema financeiro oferece essa ferramenta como um produto de consumo fácil e que sempre lhe trará benefícios.

Você já deve ter ouvido chamadas como aquelas em que “não precisa consultar serasa”, “sem burocracia”, “para viajem dos seus sonhos”, e muitas outras. Outras chamadas dizem respeito a antecipações, por exemplo, de 13º e imposto de renda, vendendo a ideia que você não está solicitando um empréstimo, mas antecipando uma receita sua. Ledo engano, havendo cobrança de juros, que não são baratos, é uma modalidade de empréstimo.

Queria chamar atenção para uma nova forma de incentivo ao empréstimo para os funcionários de empresas privadas que é o empréstimo tendo como garantia o FGTS para o crédito consignado. A garantia corresponde a 10% do valor total do fundo e de 100% da multa rescisória no caso de demissão sem justa causa. A taxa máxima de juros cobrados nessa modalidade é de 3,5% ao mês que equivale a 51% ao ano, com prazo de 48 meses. Nada barato não é mesmo? Comparando com os servidores públicos que é de 27,4% ao ano, fica mais gritante ainda.

Apesar de parecer interessante para o trabalhador, importante anotar que os bancos tinham exigindo a retenção dos 10% do fundo, o que não foi atendido, e isso poderá afetar o valor dos juros cobrados e os prazos, isto que dizer que possivelmente irão cobrar os juros máximos de 3,5% com prazos muitos mais curtos.


Portanto, não saia por aí acreditando que o sistema está lhe oferecendo um produto que é uma das mil maravilhas do mundo. É interessante ter essa possibilidade, mesmo por que são juros menores que do crédito pessoal direto, pois com inteligência você só acessará essa possibilidade em última instância, sempre com a ideia de cobrir juros de empréstimos mais altos e de fazer um bom negócio.


Sartre Santos
Educador Financeiro AFin
Coach Financeiro



segunda-feira, 17 de abril de 2017

Meu feriado.....



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São momentos de muita alegria apreciar feriados com a família, em especial desses que nos faz refletir sobre nossa vida como um todo e nos faz viver em harmonia e na paz de Cristo. Foi assim nesta semana santa e nesta páscoa, não tenho dúvidas em sua família também.  E que a nossas preces se resultem em coisas maravilhosas para nós e para aqueles que foram nossos alvos naquele instante.

Entretanto, eles também trazem algumas armadilhas em nossa vida financeira, pois geralmente estamos mais sensíveis aos apelos do marketing que pedem que nós compremos e dos entes queridos aos quais nos sentimos responsáveis por atender seus desejos de consumo.

Se você foi um dos 61% dos brasileiros que mantiveram o mesmo comportamento do ano passado e gastou além do previsto nesta páscoa, está na hora de dar um rumo diferente a esses acontecimentos, isto é, deixar de lado a reclamação e reassumir as rédeas da sua vida financeira.

Para isso faça um diagnóstico daquilo que foi consumido neste período, aproveite e estique até o final do mês para ver se não houveram mudanças nos seus hábitos de consumo. Com o diagnóstico em mãos, veja de que conta você vai “salvar” dinheiro para cumprir esses compromissos, não invente de pegar empréstimos, a não ser que a situação seja extrema. Dinheiro “salvo”, quite tudo, e a partir de agora adote um orçamento sustentável por meio de uma planilha de controle (veja modelo http://www.bmfbovespa.com.br/pt_br/educacional/educacao-financeira/planilha-de-orcamento/)


É simples assim mesmo. A metodologia AFin oferece a você todas essas ferramentas no sentido de contribuir para sua vida financeira, no propósito de torna-lá rica e próspera, pois é isso que você merece.



Sartre Santos
Educador Financeiro AFin
Coach Financeiro






segunda-feira, 10 de abril de 2017

Eu consciente!





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O primeiro pilar da Metodologia Afluência Financeira – AFin é o pilar Autoconsciência. Seu significado diz respeito ao quanto estamos atentos as nossas emoções e como agimos frente às necessidades de mudanças que nos são impostas. A tomada de consciência é o passo fundamental para promover mudanças em nossos comportamentos, principalmente o relacionado ao dinheiro.

Quando oriento os meus clientes, o primeiro passo é fazer com que eles tomem consciência da maneira como lidam com dinheiro. Muitos deles ao me procurarem têm como discurso que precisam aprender a investir nas melhores e mais rentáveis aplicações no mercador financeiro. Com a aplicação do pilar Autoconsciência logo eles percebem a importância de entender os seus comportamentos frente ao dinheiro seja ele virtual ou real, pois isso lhe dar mais poder para saber onde fazer as melhores aplicações (de acordo com os seus sonhos).

Uma das minhas clientes, que estava à época em uma situação complicadíssima me relatou: “Olá Sartre! Nunca mais fui a mesma depois da sua ajuda! Você foi muito importante para me reerguer financeiramente! Este mês (fevereiro 2017) quitei meu carro, acredita?! E tenho aos poucos conseguido vencer cada degrau!..(sic).

Resultado como esse nasceu de um processo de tomada de consciência da situação que a pessoa se encontrava. Somente com isso podemos promover as mudanças necessárias em nossa vida financeira. Geralmente as soluções são produzidas pela própria pessoa, considerando as suas experiências pessoais.


Esse é o impacto que esse pilar da Metodologia AFin traz para a nossa vida financeira, tornar claro nosso comportamento com relação ao dinheiro e a melhor estratégia que devemos utilizar para fazer uso inteligente dele em nosso cotidiano.



Sartre Santos
Educador Financeiro AFin
Coach Financeiro




quarta-feira, 5 de abril de 2017

Que valor tem o dinheiro









Como Educador Financeiro ouço coisas sobre o dinheiro que me dói os ouvidos, o coração e atinge minhas emoções. Ouço, por exemplo, “o que são 10 centavos”, ou em número maior, “o que são seiscentos reais”.  Um disparate de verdade.

Ou como muitas vezes vemos cartazes afixados (como a figura acima) dizendo que precisa de dinheiro de pouco valor. Aqui eu me questiono se existe dinheiro de pouco valor. Ao certo posso de dizer de valor numérico menor. Não quero me render ao pouco valor.

Por quê? Como iniciamos nosso texto, toda vez que você diz pouco valor é uma forma de desrespeitar o dinheiro. Tenho certeza que algum de vocês tem cofrinhos onde só colocam moedas de um real, por exemplo. E não colocam moeda de um, cinco ou dez centavos por que é de pouco valor. Demora mais juntar, você pode até dizer.

Em uma palestra, uma senhora relatou um caso assim. Seu neto não queria essas moedas de “pouco valor”, então ela resolveu guardá-las por um período. No final, em torno de 2 meses, ela tinha juntado mais de 60 reais, para a surpresa do seu neto. “Ah vó, eu quero”, foi a frase que ela ouviu. Desde então ele vem juntando também essas moedas de “pouco valor”.


A
o deixar de respeitar o dinheiro na sua essência, influenciamos nosso comportamento em relação a ele. Não dar valor ao dinheiro seja ele de qualquer valor numérico, nós o mistificamos dizendo para nós mesmos que só o que vale é o dinheiro de grande valor. Perdemos a oportunidade de aprender o grande segredo da riqueza e da prosperidade financeira que é a ação de guardar, qualquer que seja a quantidade de dinheiro.





Sartre Santos
Educador Financeiro AFin
Coach Financeiro











terça-feira, 4 de abril de 2017

Compras sem necessidade




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Quando falamos em consumo consciente dentro da metodologia AFin, referimos não somente às questões de responsabilidade ambiental, mas sim a responsabilidade ao lidar com o dinheiro, aquele tão suado dinheiro que você e eu recebemos ao final de cada mês.

Recentemente, numa pesquisa o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) buscou identificar os comportamentos consumistas dos brasileiros de acordo com seus hábitos relacionados à utilização e à economia de dinheiro.

Os resultados considerados no levantamento foram baseados nos entrevistados que concordaram ou discordaram das afirmações apresentadas, e os dados mostram que um terço (33%) desses consumidores compra sem necessidade motivado por promoções, especialmente entre as classes C, D e E (35%), entre as mulheres (38%) e as pessoas de 18 a 34 anos (42%).

Segundo a pesquisa, apesar de uma parte considerável dos entrevistados admitirem ter atitudes consumistas, o estudo indica que a maioria dos consumidores diz adotar práticas colaborativas ou conscientes com o objetivo de economizar.

Em números, a pesquisa identificou que oito em cada dez (78%) fazem em casa serviços que poderiam ser contratados fora, como cinema, lanches, manicure e pet shop, 74% utilizam transporte coletivo ou caronas (principalmente as mulheres, 80%, e as classes C, D e E, 78%), e 51% vão aos lugares a pé ou de bicicleta para poupar com transporte (sobretudo entre as classes C, D e E, 55%).

O que a pesquisa traz é o comportamento que trabalhamos na metodologia AFin como falado ao iniciar esse texto. Pesquisa como essa nos ajudam a entender o comportamento do consumidor brasileiro e é muito importante para o processo de educação financeira das pessoas. Só que existe um “mas” nesse contexto. A pesquisa só mostra quem pode consumir, e como sabemos o número de excluídos do mundo do consumo ainda é muito alarmante.


Por isso que insistimos que a Educação Financeira (como complemento a essencial educação formal que ainda lhes faltam) é fonte enriquecedora para a formação da poupança nas famílias, independentemente do seu nível de recebimento. Isso quer dizer que não é o quanto você recebe, mas a maneira correta de lidar com dinheiro que faz você criar o hábito da poupança.



Sartre Santos
Educador Financeiro AFin
Coach Financeiro