Quando falamos em consumo consciente
dentro da metodologia AFin, referimos não somente às questões de responsabilidade
ambiental, mas sim a responsabilidade ao lidar com o dinheiro, aquele tão suado
dinheiro que você e eu recebemos ao final de cada mês.
Recentemente, numa pesquisa o Serviço
de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes
Lojistas (CNDL) buscou identificar os comportamentos consumistas dos
brasileiros de acordo com seus hábitos relacionados à utilização e à economia
de dinheiro.
Os resultados considerados no
levantamento foram baseados nos entrevistados que concordaram ou discordaram
das afirmações apresentadas, e os dados mostram que um terço (33%) desses consumidores compra sem
necessidade motivado por promoções, especialmente entre as classes C, D e E
(35%), entre as mulheres (38%) e as pessoas de 18 a 34 anos (42%).
Segundo a pesquisa, apesar de uma
parte considerável dos entrevistados admitirem ter atitudes consumistas, o
estudo indica que a maioria dos consumidores diz adotar práticas colaborativas
ou conscientes com o objetivo de economizar.
Em números, a pesquisa
identificou que oito em cada dez (78%) fazem em casa serviços que poderiam ser
contratados fora, como cinema, lanches, manicure e pet shop, 74% utilizam
transporte coletivo ou caronas (principalmente as mulheres, 80%, e as classes
C, D e E, 78%), e 51% vão aos lugares a pé ou de bicicleta para poupar com
transporte (sobretudo entre as classes C, D e E, 55%).
O que a pesquisa traz é o
comportamento que trabalhamos na metodologia AFin como falado ao iniciar esse
texto. Pesquisa como essa nos ajudam a entender o comportamento do consumidor
brasileiro e é muito importante para o processo de educação financeira das
pessoas. Só que existe um “mas” nesse contexto. A pesquisa só mostra quem pode
consumir, e como sabemos o número de excluídos do mundo do consumo ainda é
muito alarmante.
Por isso que insistimos que a
Educação Financeira (como complemento a essencial educação formal que ainda
lhes faltam) é fonte enriquecedora para a formação da poupança nas famílias,
independentemente do seu nível de recebimento. Isso quer dizer que não é o
quanto você recebe, mas a maneira correta de lidar com dinheiro que faz você
criar o hábito da poupança.
Sartre Santos
Educador Financeiro AFin
Coach Financeiro
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