terça-feira, 4 de abril de 2017

Compras sem necessidade




Resultado de imagem para compras sem necessidade


Quando falamos em consumo consciente dentro da metodologia AFin, referimos não somente às questões de responsabilidade ambiental, mas sim a responsabilidade ao lidar com o dinheiro, aquele tão suado dinheiro que você e eu recebemos ao final de cada mês.

Recentemente, numa pesquisa o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) buscou identificar os comportamentos consumistas dos brasileiros de acordo com seus hábitos relacionados à utilização e à economia de dinheiro.

Os resultados considerados no levantamento foram baseados nos entrevistados que concordaram ou discordaram das afirmações apresentadas, e os dados mostram que um terço (33%) desses consumidores compra sem necessidade motivado por promoções, especialmente entre as classes C, D e E (35%), entre as mulheres (38%) e as pessoas de 18 a 34 anos (42%).

Segundo a pesquisa, apesar de uma parte considerável dos entrevistados admitirem ter atitudes consumistas, o estudo indica que a maioria dos consumidores diz adotar práticas colaborativas ou conscientes com o objetivo de economizar.

Em números, a pesquisa identificou que oito em cada dez (78%) fazem em casa serviços que poderiam ser contratados fora, como cinema, lanches, manicure e pet shop, 74% utilizam transporte coletivo ou caronas (principalmente as mulheres, 80%, e as classes C, D e E, 78%), e 51% vão aos lugares a pé ou de bicicleta para poupar com transporte (sobretudo entre as classes C, D e E, 55%).

O que a pesquisa traz é o comportamento que trabalhamos na metodologia AFin como falado ao iniciar esse texto. Pesquisa como essa nos ajudam a entender o comportamento do consumidor brasileiro e é muito importante para o processo de educação financeira das pessoas. Só que existe um “mas” nesse contexto. A pesquisa só mostra quem pode consumir, e como sabemos o número de excluídos do mundo do consumo ainda é muito alarmante.


Por isso que insistimos que a Educação Financeira (como complemento a essencial educação formal que ainda lhes faltam) é fonte enriquecedora para a formação da poupança nas famílias, independentemente do seu nível de recebimento. Isso quer dizer que não é o quanto você recebe, mas a maneira correta de lidar com dinheiro que faz você criar o hábito da poupança.



Sartre Santos
Educador Financeiro AFin
Coach Financeiro




Nenhum comentário:

Postar um comentário