quinta-feira, 28 de julho de 2016

Milhas aéreas: Passagem de graça????







Se você ainda não refletiu sobre essa questão e considera as milhas como uma vantagem para o uso do cartão de crédito, seria bom acompanhar nosso raciocínio. Não estou dizendo que essa é a verdade única sobre essa questão da milhagem, que virou uma febre no Brasil. Talvez os números abaixo possam lhe dar uma luz para a sua reflexão.

Muitas pessoas justificam o uso do cartão de crédito simplesmente por ele oferecer as vantagens do acúmulo de milhas. Não que não seja bom, mas esse não pode ser o único motivo que nos leva a optar pelo seu uso. Decerto que o cartão de crédito facilita em alguns momentos nossa vida financeira, entretanto o perigo está em fazer dele a única ferramenta de compra e consumo.

Veja só: digamos que o seu consumo no cartão por mês seja de R$ 4.000,00, o que lhe dará uma vantagem de 2 pontos por dólar (isso mesmo, por DÓLAR!). Se um dólar custar R$ 3,50, então você acumulará por mês algo em torno de 2.284 pontos. Para comprar um trecho de 10 mil pontos, você precisará acumular milhas por pelo menos 5 meses. Ida e volta, 10 meses.

Agora, digamos que dos R$ 4.000,00 que costuma gastar por mês no cartão, você utilizasse     R$ 2.000,00, com compras e consumo à vista, e conseguisse um desconto de 10% em cada compra, salvando R$ 200,00 por mês.  Nos mesmos 5 meses do acúmulo de milhas, você teria salvado R$ 1.000,00, e, em 10 meses, R$ 2.000,00. Quantas passagens você conseguiria comprar com esse dinheiro?

Ah, mas nem todas as lojas dão descontos! É muito constrangedor pedir descontos! Para que complicar, se usar o cartão é mais fácil e rápido! Mas, eu compro em 10 x sem juros no cartão! Esses talvez sejam alguns dos argumentos que você esteja conjecturando no momento, na vã tentativa de justificar o uso da moeda de plástico e por não pedir descontos.


Em nenhum momento se falou em cancelar o cartão de crédito, certo? O que precisamos entender é que as vantagens oferecidas por milhagem podem nos induzir a erros na hora de realizar nossas despesas de compra e consumo. Não estou pedindo para que deixe de adquirir as milhas, apenas sugiro que opte por procurar comprar à vista e peça descontos, o que, no final das contas, é muito mais “lucrativo” que qualquer programa de milhagem.



Sartre Santos
Educador Financeiro AfFin
Financial and Personal Coacha


sexta-feira, 22 de julho de 2016

Cuidados com os extremos! Nem tanto ao céu nem tanto ao mar...









Quando estamos falando da nossa vida financeira, é importante tomar muito cuidado com os extremos. Como diz o ditado: nem tanto ao céu nem tanto ao mar. Em qualquer dimensão de nossa vida os extremos tem um peso enorme, seja com relação a comida, seja com relação a sexo, com relação a atividade física, e principalmente com relação ao dinheiro.

Dois casos para ilustrar como isso se dar em nossa vida financeira e como é fácil identificar tais comportamentos com aqueles que convivemos. Se por acaso você conheça ou venha a conhecer pessoas que apresentam essas peculiaridades no comportamento, este é o momento de você dar a sua contribuição para a vida dessa pessoa e estimulá-la a procurar ajuda profissional. Só com essa ajuda é que ela será capaz de entender o seu comportamento, tomar consciência dele, e fazer a mudança que se faça necessária.

O primeiro caso diz respeito a um senhor que tem um bom emprego, recebe muito acima da média das maiorias das pessoas e que poderia viver uma vida livre e tranquila, sem preocupações financeiras. Mas, não é bem assim. Esse senhor é um acumulador de dinheiro (e não de riqueza). Nos últimos tempos ele tem apenas três camisetas, três calças jeans e um tênis que ele usa para o trabalho, em casa e para suas horas de lazer (se tiver). Um conjunto por semana, que reflete na sua higiene pessoal. Ele controla ferrenhamente os gastos da esposa e filhos. Ele que compra suas roupas. Controla a alimentação no nível de miséria em sua casa. Eles não têm lazer, desejos, sonhos. Nos últimos 25 anos de trabalho ele acumulou uma fortuna de mais de 5 milhões reais e muitas preocupações e dores de cabeça. Para que serve essa fortuna mesmo???

O segundo caso vem para o outro extremo. Um bon vivant, educado, alegre e gastador. Este senhor vive de dívidas. Com um bom emprego e um bom salário, não media esforços para satisfazer todas as pequenas coisas do mundo. Sempre trocou de carro, fez viagens internacionais. Bem vestido, com roupas de marca, frequentou todos os restaurantes da moda. Criou seus filhos sem limites para as finanças, se pediam ele dava. Nos últimos 25 anos de trabalho ele acumulou uma fortuna em dívidas próximas dos 600 mil reais e muitas doenças e dores de cabeça atuais. Para que serviu tudo isso mesmo?

Você pode me responder que não serviu para nada esse acúmulo de “fortuna”.  Nem tanto ao céu nem tanto ao mar. Os dois são pessoas doentes, que precisam de ajuda, que precisam de apoio. Sem ajuda o primeiro irá continuar a acumular riquezas que resultará em depressão; e o segundo continuará acumulando dívidas que resultará em mais doenças.

Muitos acham que o objetivo final da vida é a busca pela riqueza e pela felicidade. Numa mente em que a preocupação inunda o cotidiano, não há como se falar em felicidade. Um só pensa em reter e o outro só pensa em gastar. Num comportamento que só age para acumular não há como se falar em riqueza. Um só guarda dinheiro e o outro só faz dívidas.


A maior riqueza e a maior felicidade que podemos imaginar para a nossa vida é a beleza da realização dos nossos sonhos. E elas nascem do equilíbrio dos nossos atos. Prosperar é o termo chave para a nossa vida. É o que prega a Metodologia Afluência Financeira – AfFin. Prosperar no sentido de guardar dinheiro para depois usá-lo. Prosperar para ter parcimônia para satisfazer nossos desejos pequenos. Devemos primeiro guardar, para assim concretizar nossa riqueza e nossa felicidade por meio da realização dos nossos grandes sonhos.



Sartre Santos
Educador Financeiro AfFin
Financial and Personal Coach


quarta-feira, 20 de julho de 2016

Minhas dívidas, minha vida!








Não é de se espantar que estudos recentes do Serasa apontam que há mais de 60 milhões de inadimplentes no País, com um montante nada mais nada menos que R$ 256 BILHÕES em atraso. São dados oficializados pelos agentes financeiros, mas mesmo assim não é um dado real, indicando que esse número pode ser ainda maior.

Esses números representam uma preocupação para o País, tendo em vista que a captação de novos créditos se tornam cada vez mais difíceis; por um lado, em razão dessa alta inadimplência, e por outro, pela razão inversa de que a população não terá como arcar com a rolagem do seu endividamento atual. Considere, nesta análise, pesquisas que indicam o Brasil como sendo o décimo país emergente com maior nível de endividamento por pessoa física no mundo. Em números, podemos dizer que o nível das dívidas das famílias brasileiras representa aproximadamente 50% da sua renda disponível

Para piorar a situação desse crescente endividamento, o governo vem adotando políticas equivocadas para a concessão de empréstimos consignados, primeiro no âmbito da administração pública federal. Em 2015 o governo federal editou lei (Lei 13.172 de 21/10/2015) em que traz o aumento de 30% para 35% do limite de comprometimento de remuneração com consignações, mesmo condicionando tal aumento para o uso exclusivo para pagamento de dívidas e saques feitos por meio de cartão de crédito. Qual a desculpa nesse caso? Trocar uma dívida cara por uma mais barata. Até agora ninguém falou em resolver o problema de "como" a pessoa chegou a esse nível de endividamento.

Não bastasse tal disparidade na esfera pública, um “ser iluminado” teve a brilhante ideia de oferecer algo parecido na esfera privada. Medida provisória editada recentemente permite ao trabalhador do setor privado oferecer como garantia para empréstimo consignado 10% do saldo de seu Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), e foram mais além, o empregado poderá usa 100% do valor da multa paga pelo empregador, em caso de demissão sem justa causa, como garantia também.

Que razões levam burocratas a decisões tão estapafúrdias como essas? Com base em que eles arriscam o equilíbrio pessoal e familiar da sociedade brasileira sem consultar as reais necessidades da população? Devo acreditar que seja por ingenuidade e incompetência. Alguns arvoram em dizer que é por interesses “escusos”, para atender negociatas das instituições financeiras.

Longe da falácia burocrata e das soluções baratas, acredito que temos outros caminhos para solucionar o problema do endividamento das famílias brasileira. Assim como em outras dimensões da vida em sociedade, o caminho principal é pela educação. Precisamos disseminar, contaminar, pulverizar, espalhar uma epidemia de Educação Financeira na sociedade brasileira. Essa é a solução para deixamos de alardear números tão impressionantes como estes que vimos aqui e muitos que nos chegam dos mais diversos noticiários.

A missão da Educafin (Educação Financeira AfFin), por meio da metodologia Afluência Financeira – AfFin é tornar o Brasil mais próspero e rico por meio da Educação Financeira. Temos certeza da grandeza do propósito, como também da sua plena realização, mesmo que minados por decisões tão inconsequentes como essas tomadas pelo governo brasileiro. 


A solução está posta: Educação Financeira. Cabe a você arregaçar as mangas, assumir as rédeas e investir seu tempo e dinheiro em aprender a lidar com algo tão importante como comer, vestir, amar, que é lidar da melhor maneira com os seus recursos financeiros.  



Sartre Santos
Educador Financeira AfFin
Financial and Personal Coach




P.S.: Faça o Curso Educação Financeira AfFin, dias 6 e 7 de agosto de 2016. Informações www.facebook.com/educaffin.


quarta-feira, 13 de julho de 2016

A Força do Hábito







Dizemos que muitas das nossas decisões (principalmente as financeiras) vêm da força do hábito. Um hábito é uma tendência ou prática regular. É algo que você faz quase sem pensar.  Nós somos criaturas de hábito, e os muitos hábitos diários aos quais nós nos acostumamos são o próprio tecido de nossas vidas.

Recentemente estamos sendo obrigados a adquirir um novo hábito. Todos nós devemos dirigir o nosso carro com luz baixa acesa nas rodovias. Se você observar, a maioria dos motoristas ainda não o faz e estão levando muitas multas. A proibição em si não gera o hábito, mas o foco que damos as consequências é que fará nos direcionar para adquirir esse novo hábito. Fácil?! Nem de longe! A primeira regra é que você vai ficar o tempo todo dirigindo com a luz baixa acessa independentemente do local em que esteja dirigindo.

Estou dizendo isso para mostrar que não é tão fácil de adquirir como também não é tão fácil de abandonar um hábito. O seu hábito é “não acender a luz”. Muitas das nossas mazelas financeiras dizem respeito a hábitos ruins que adquirimos ao longo da vida. Lembra que nos ensinaram que dinheiro só serve para GASTAR, GASTAR, GASTAR. Qual mensagem nós temos ai? Tenho certeza que já ouviu muitas pessoas falarem que sobra mês no salário. Você ouve essa prosa o tempo todo, pois ela se tornou um hábito.

Se somos capazes de criar maus hábitos é por que também somos capazes de criar bons hábitos. Umas das coisas que ouvimos com habitualidade são as pessoas e nós mesmos sonhando baixo. Se a energia que uso para sonhar baixo é a mesmo para sonhar alto, por que estou sonhando baixo? A maioria de nós tem dificuldade para enxergar um objetivo do início até o fim. É por isso que é aconselhável atirar em algo maior do que realmente precisa conseguir.

Um amigo me perguntava se a vida financeira de dívidas dele ainda seria passível de solução. Respondi que os mesmos hábitos que o levaram até este momento da sua vida financeira difícil podem ser abandonados, e que novos hábitos de uma vida financeira saudável podem ser adquiridos com paciência, determinação, desprendimento e uma boa educação financeira.

O momento é este de dar uma boa guinada na sua vida como um todo, e principalmente na sua vida financeira. Adote como um hábito poderoso a Educação Financeira diariamente e use como espelho a Metodologia Afluência Financeira - AfFin.



Sartre Santos
Educador Financeiro AfFin
Financial and Personal Coach




sexta-feira, 8 de julho de 2016

Tá caro!!!






Tá caro! Tenho certeza que você já ouviu muito essa expressão e até mesmo já a utilizou em diversos momentos da sua vida financeira. Outras vezes até brigou com o vendedor, com o seu filho, sua mãe, e por toda a linhagem da sua família. Resmungou, comprou, não comprou, comprou e se arrependeu. Mas a pergunta que não quer se calar: Tá caro mesmo?!

Depende de muitas coisas para dizer se algo é caro. Entretanto algumas são unanimidades: o preço do carro zero (!!!), a gasolina, a pipoca do cinema, e agora a bola da vez “o feijão”. Outras dependem da nossa visão de mundo, de vida e do dinheiro. A primeira regra para valorar qualquer coisa vem do respeito que você com o dinheiro.

Quando tratamos, por exemplo, o dinheiro em seus diminutivos como dinheirinho, reles centavos, mixaria, estamos sinalizando que temos uma relação um tanto promíscua com o suor do nosso trabalho diário. Aprender a dar valor ao dinheiro é a chave de ouro para a nossa prosperidade financeira.

Em determinados momentos e conforme as nossas prioridades de vida, bem como em relação aos nossos sonhos, a definição de valor de determinado produto ou serviço, serão sem dúvidas diferentes entre mim e você. O que para mim pode ser fundamental para a realização de determinados objetivos, metas e desejos, para você não passaria de mais um supérfluo. Por isso, o respeito que temos ao dinheiro determina o valor a que damos a todas as coisas que consumimos.

De cara não existe isso de “são apenas 10 reais, 1 centavo”. Dinheiro é dinheiro, e se quiser ele em abundância em sua vida, respeito-o.  E não me venha com as “churumelas” que o seu dinheiro é pouquinho. Aprender a lidar com ele como lição primeira da sua educação financeira.


Como falei no início, existem algumas unanimidades do que é caro ou barato. E quando falamos em educação, que é uma unanimidade, não existe caro ou barato. Em nossa página no Facebook (www.facebook.com/educaffin), lançamos o curso de Educação Financeira da Metodologia Afluência Financeira - AfFin (que acontecerá nos dia 6 e 7 de agosto, inscrição aberta), algumas pessoas tem se manifestado sobre o preço dizendo que está caro. De verdade, quando se tratar de educação invista de olhos fechados, pois o retorno será infinitamente maior do que o valor dessa educação que você está comprando. Ok! Puxei sardinha para o meu saco!


Sartre Santos
Educador Financeiro AfFin
Financial and Personal Coach






quarta-feira, 6 de julho de 2016

Você sabe onde está?






Até onde verdadeiramente nos conhecemos? Quando Aristóteles falou “conheça-te a ti mesmo”, pareceu ao longo do tempo uma metáfora sem sentido para a maioria das pessoas, mas uma grande ponte de realização pessoal para aqueles mais visionários.

Entretanto, muitos de nós estamos na vida igual folha no olho de um furacão, à deriva, sem que nos entendamos a nós mesmos. Vivemos num mundo de confusão interior, preso a um emaranhado de fios emocionais que se tornam os únicos direcionadores das nossas decisões nas diversas dimensões da nossa vida.

Quando estimulamos o autoconhecimento damos a nós mesmos uma ferramenta poderosa reveladora dos nossos melhores sonhos e dos nossos maiores desafios. Esse instrumento é capaz de revelar as soluções vencedoras que podemos ter em nossa vida, sendo ela a grande propulsora dos nossos resultados internos, no cumprimento do nosso propósito de vida definido, e externos, no efetivo cumprimento das nossas metas e objetivos.

 Esse processo, dentro da Metodologia AfFin, é fundamental para a mudança de comportamento que queremos imprimir em nossa vida financeira. O Autoconhecimento é a porta de entrada principal em nossa vida financeira para que tenhamos a força e o discernimento para solucionar as questões que afligem nossa vida, principalmente de dinheiro.

Quando nos propomos a nos conhecer mais a fundo, estamos entrando em uma seara da nossa vida que, se ainda não se tornou uma prática, devemos encaminhar para ser, pois é por meio dela que vasculharemos os impedimentos e os impulsionadores das nossas decisões pessoais. Com o autoconhecimento em mãos, temos o que mais queremos para solucionar nossos problemas financeiros, a consciência dos nossos anseios, medos, frustrações, forças, fraquezas, e muito mais.


Então é hora de tornar senhor do seu destino. E o destino aqui é representado pelas escolhas que fazemos: se inconsciente somos levado a crer no acaso e na sorte, e se consciente somos crentes do nosso poder pessoal. Descortine sua mente e faça sua vida valer a pena HOJE!



Sartre Santos
Educador Financeiro AfFin
Financial and Personal Coach