Não é de se espantar que estudos
recentes do Serasa apontam que há mais de 60
milhões de inadimplentes no País, com um montante nada mais nada menos que R$ 256 BILHÕES em atraso. São dados oficializados
pelos agentes financeiros, mas mesmo assim não é um dado real, indicando que
esse número pode ser ainda maior.
Esses números representam uma
preocupação para o País, tendo em vista que a captação de novos créditos se
tornam cada vez mais difíceis; por um lado, em razão dessa alta inadimplência, e por outro, pela razão inversa de que a
população não terá como arcar com a rolagem do seu endividamento atual.
Considere, nesta análise, pesquisas que indicam o Brasil como sendo o décimo país emergente com
maior nível de endividamento por pessoa física no mundo. Em números, podemos
dizer que o nível das dívidas das famílias brasileiras representa aproximadamente 50% da sua renda disponível
Para piorar a situação desse
crescente endividamento, o governo vem adotando políticas equivocadas para a concessão
de empréstimos consignados, primeiro no âmbito da administração
pública federal. Em 2015 o governo federal editou lei (Lei 13.172 de 21/10/2015) em que traz o aumento de 30% para 35% do limite de comprometimento de remuneração
com consignações, mesmo condicionando tal aumento para o uso exclusivo para
pagamento de dívidas e saques feitos por meio de cartão de crédito. Qual a
desculpa nesse caso? Trocar uma dívida
cara por uma mais barata. Até agora ninguém falou em resolver o problema de "como" a pessoa chegou a esse nível de endividamento.
Não bastasse tal disparidade na
esfera pública, um “ser iluminado” teve
a brilhante ideia de oferecer algo parecido na esfera privada. Medida
provisória editada recentemente permite ao trabalhador
do setor privado oferecer como garantia para empréstimo consignado 10% do saldo de seu Fundo de
Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), e foram mais além, o empregado poderá usa 100% do valor da multa paga pelo
empregador, em caso de demissão sem justa causa, como garantia também.
Que razões levam burocratas a decisões tão estapafúrdias como essas? Com
base em que eles arriscam o equilíbrio pessoal e familiar da sociedade
brasileira sem consultar as reais necessidades da população? Devo acreditar que seja por ingenuidade e
incompetência. Alguns arvoram em dizer que é por interesses “escusos”, para
atender negociatas das instituições financeiras.
Longe da falácia burocrata e das
soluções baratas, acredito que temos outros caminhos para solucionar o problema do endividamento das famílias brasileira.
Assim como em outras dimensões da vida em sociedade, o caminho principal é pela
educação. Precisamos disseminar,
contaminar, pulverizar, espalhar uma epidemia de Educação Financeira na
sociedade brasileira. Essa é a solução para deixamos de alardear números tão
impressionantes como estes que vimos aqui e muitos que nos chegam dos mais
diversos noticiários.
A missão da Educafin (Educação Financeira AfFin), por meio da
metodologia Afluência Financeira – AfFin é
tornar o Brasil mais próspero e rico por meio da Educação Financeira. Temos
certeza da grandeza do propósito, como também da sua plena realização, mesmo
que minados por decisões tão inconsequentes como essas tomadas pelo governo brasileiro.
A solução está posta: Educação Financeira. Cabe a você arregaçar as
mangas, assumir as rédeas e investir seu tempo e dinheiro em aprender a lidar
com algo tão importante como comer, vestir, amar, que é lidar da melhor maneira com os seus recursos financeiros.
Sartre Santos
Educador Financeira AfFin
Financial and Personal Coach
P.S.: Faça o Curso Educação Financeira AfFin, dias 6 e 7 de agosto de 2016. Informações www.facebook.com/educaffin.
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