Certamente você concorda que
tem mais talento, inteligência, capacidade e criatividade do que está usando.
Se é assim, pense francamente sobre a razões pelas quais você não está usando
todo o seu potencial para alcançar seus objetivos, para melhorar sua vida?
Tente descobrir os motivos pelos quais você ainda não conseguiu realizar todos
seus desejos, e você descobrirá que por detrás de todo fracasso, há uma
desculpa.
Poucas vezes questionamos
essas desculpas. Elas vêm até nós de maneira consciente e espontânea, em uma
voz suave e convincente que brota de um fundo misterioso. As desculpas,
sutilmente, nos fazem agir ignorando nosso poder de escolha. Nós mantemos as
desculpas na nossa mente como se fossem “vacas sagradas”.
“O que eu posso fazer? As
forças da vida são tão fortes e sempre contrárias a mim. Eu simplesmente não
tenho sorte! Poderia ter feito algo, mas não é minha responsabilidade” é isso
que pensamos.
Aí olhamos a nossa volta e
percebemos que todo mundo está no mesmo barco. Isso é um alívio para nós. Temos
a ideia de que a vida é assim, todo mundo sofre do mesmo mal, os seres humanos
são assim. Os amigos, colegas de escola, todos estão na mesma situação. Por que
eu acredito que comigo as coisas deveriam ser diferentes?
Decidimos, então, cuidar
para não perder o pouco que temos. “Eu tenho que cuidar do que é meu”,
pensamos. Ou dizemos a nós mesmos que não temos escolhas, que não temos
alternativas, e nos justificamos: não estou crescendo, mas também não estou
morto”. Em seguida, vem o apelo às emoções: “e se não der certo?, “Prefiro
ficar assim do que arriscar e não conseguir”.
Conformamo-nos, mas, no
fundo, não somos felizes. Não nos sentimos satisfeitos. Sabemos ser livres, e
isso significa que não temos o direito de nos iludir com desculpas. Nossas
consequências são resultados das escolhas que fazemos. E nós somos responsáveis
pelas nossas escolhas.
O fracasso, muitas vezes,
nos prepara para uma situação futura, na qual iremos precisar um esforço
extraordinário. Muitos homens têm tirado a vitória da derrota, lutando com as
costas contra a parede, sem ter possibilidade de recuar.
Em determinado momento, eles
perceberam que o sonho real era o motivo de estarem vivos, era esse o
entusiasmo que mantinha a chama da paixão acesa e, por isso, lutaram
arduamente. Eles decidiram não tolerar mais derrota como algo definitivo.
Napoleon Hill (adaptado por Jacob Pétry, a Lei do Sucesso)

