sábado, 26 de março de 2016

Otimismo!



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As histórias que contamos a nós mesmos, refletem a nossa autoimagem, e de alguma forma determinam quais caminhos queremos trilhar. E nesses caminhos, o sucesso e o fracasso veem com o espírito que cultivamos internamente, uma escolha que nos cabe.

Para Daniel Goleman, o otimismo significa uma forte expectativa de que, em geral, tudo vai dar certo na vida, apesar dos reveses e frustrações. Do ponto de vista da inteligência emocional, o otimismo é uma atitude que protege as pessoas da apatia, desesperança ou depressão diante das dificuldades. O otimismo paga dividendos na vida (contanto, claro, que seja um otimismo realista; o otimismo demasiado ingênuo pode ser desastroso).

O otimismo pode ser explicado em termos de como as pessoas explicam a si mesmas, seus sucessos e fracassos. Os otimistas veem um fracasso como alguma coisa que pode ser mudada, para que na próxima vez possam vencer, enquanto os pessimistas assumem a culpa pelo fracasso, remoendo-o, e, atribuindo-o a alguma duradoura característica que não podem mudar.

Assim como impotência e desespero, o otimismo pode ser aprendido. Por trás disso está a auto eficácia, a crença em que temos controle sobre os fatos de nossa vida e podemos enfrentar os desafios quando aparecem. O desenvolvimento de qualquer tipo de aptidão fortalece o senso de auto eficácia, tornando a pessoa mais disposta a assumir riscos e buscar desafios mais exigentes. A aptidão não é uma propriedade fixa. Há uma imensa variabilidade na maneira como nos desempenhamos. As pessoas que tem senso de auto eficácia se refazem de fracassos; abordam as coisas mais em termos de como lidar com elas do que se preocupando com o que pode dar errado.

Para que possamos nos sentir autoconfiantes, e primordial atuar onde está nosso talento, nossa habilidade. A questão chave sobre o otimismo é que ele emerge de forma natural. Jacob Pètry afirma que pessoas otimistas não tentam, de forma deliberada, ser otimistas. Elas simplesmente acabam sendo otimistas porque alguma parte da sua personalidade expressa o que elas verdadeiramente sentem, de maneira automática, inconsciente. O otimista é estável. Basta estar alguns segundos com uma pessoa otimista para captar seu estado de espírito.


Você precisa conhecer a si mesmo, tanto os pontos fortes como os fracos, e ser honesto em relação aos dois. Quando você é o que é, não perde tempo criando impressões, não tenta convencer buscando histórias no passado ou inventando projeções irreais e insegura para criar um eu imaginário. Sua autoimagem precisa ser uma aproximação exata do que você realmente é, nem mais nem menos. Quando sua autoimagem é real, autêntica, você se sente seguro e otimista.




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