As histórias que contamos a nós
mesmos, refletem a nossa autoimagem, e de alguma forma determinam quais
caminhos queremos trilhar. E nesses caminhos, o sucesso e o fracasso veem com o
espírito que cultivamos internamente, uma escolha que nos cabe.
Para Daniel Goleman, o otimismo
significa uma forte expectativa de que, em geral, tudo vai dar certo na vida,
apesar dos reveses e frustrações. Do ponto de vista da inteligência emocional,
o otimismo é uma atitude que protege as pessoas da apatia, desesperança ou
depressão diante das dificuldades. O otimismo paga dividendos na vida
(contanto, claro, que seja um otimismo realista; o otimismo demasiado ingênuo
pode ser desastroso).
O otimismo pode ser explicado em
termos de como as pessoas explicam a si mesmas, seus sucessos e fracassos. Os
otimistas veem um fracasso como alguma coisa que pode ser mudada, para que na
próxima vez possam vencer, enquanto os pessimistas assumem a culpa pelo
fracasso, remoendo-o, e, atribuindo-o a alguma duradoura característica que não
podem mudar.
Assim como impotência e
desespero, o otimismo pode ser aprendido. Por trás disso está a auto eficácia,
a crença em que temos controle sobre os fatos de nossa vida e podemos enfrentar
os desafios quando aparecem. O desenvolvimento de qualquer tipo de aptidão
fortalece o senso de auto eficácia, tornando a pessoa mais disposta a assumir
riscos e buscar desafios mais exigentes. A aptidão não é uma propriedade fixa.
Há uma imensa variabilidade na maneira como nos desempenhamos. As pessoas que
tem senso de auto eficácia se refazem de fracassos; abordam as coisas mais em
termos de como lidar com elas do que se preocupando com o que pode dar errado.
Para que possamos nos sentir autoconfiantes,
e primordial atuar onde está nosso talento, nossa habilidade. A questão chave
sobre o otimismo é que ele emerge de forma natural. Jacob Pètry afirma que pessoas
otimistas não tentam, de forma deliberada, ser otimistas. Elas simplesmente
acabam sendo otimistas porque alguma parte da sua personalidade expressa o que
elas verdadeiramente sentem, de maneira automática, inconsciente. O otimista é
estável. Basta estar alguns segundos com uma pessoa otimista para captar seu
estado de espírito.
Você precisa conhecer a si mesmo,
tanto os pontos fortes como os fracos, e ser honesto em relação aos dois.
Quando você é o que é, não perde tempo criando impressões, não tenta convencer
buscando histórias no passado ou inventando projeções irreais e insegura para
criar um eu imaginário. Sua autoimagem precisa ser uma aproximação exata do que
você realmente é, nem mais nem menos. Quando sua autoimagem é real, autêntica,
você se sente seguro e otimista.
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