domingo, 11 de junho de 2017
sexta-feira, 9 de junho de 2017
Brasil – 4ª potência mundial
A maioria dos autores da área
comportamental corrobora da ideia de que somos 100% responsáveis por nossas vidas. Escolhas, decisões,
pensamentos, projeções pessoais dizem respeito apenas a nós mesmos e não aos
outros. Infelizmente, e todos concordam novamente, culpamos sempre algo de fora
da gente.
Hoje, a situação que o nosso país
vive tem muito disso, de responsabilizar o outro. Não foi pelo meu voto, dizem
muitos. Infelizmente o sistema é o mesmo para cada escolha do gestor que fazemos
desde o síndico do condomínio ao presidente do país. Não votei neles. E deixamos para o outro a culpa por essas
escolhas. Esse talvez seja o grande gargalo da inconsciência coletiva que
vivemos. Quantos programas humorísticos retrataram essas situações que
vivemos – políticos corruptos, conchavos, fraudes empresariais, mamatas no
setor público.
E continuamos inconscientes coletivamente. Não tem como não haver
mudanças estruturais em alguns sistemas do país como a Previdência Social, as
Relações de Trabalho, a Gestão Pública, a Reforma Política. Não sou a favor do
modelo de reforma que está aí, como também de um Congresso que não tem moral, ética e respeito para votar agenda tão
complicada e importante.
Mas não é apenas isso que é de assustar. O problema é que ainda vivemos
de privilégios e não de prerrogativas. Explico. Prerrogativa é aquilo que a minha função me permite fazer sem
desvios, se viajo a trabalho devo ser remunerado por isso. Privilégios são os penduricalhos para manter o meu status como cotas
de viagens, marceneiro para consertar meu sofá, motorista particular. Gratidão
por não viver desses privilégios.
E parte dessas reformas atingem
nossos privilégios. Comparemos isso com outras nações desenvolvidas. E por atingir esses privilégios deixamos
de assumir 100% de responsabilidade sobre nossa vida para culpar o
sindicato por ser incompetente, o governo por ser corrupto, e assim por diante.
Eu acredito num Brasil
como 4ª potência mundial até 2050 e trabalho para que isso aconteça.
Mas para isso precisamos acordar nossa consciência coletiva (tomada de
consciência como no Pilar 1 do método AFin), desapegar dos privilégios e assumir
completamente o leme como capitães da nossa vida. E acima de tudo, assumir educação como processo de evolução
coletiva e educação financeira como instrumento de riqueza pessoal e do nosso
país.
Sartre Santos
Educador Financeiro
Coach Financeiro
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