sexta-feira, 9 de junho de 2017

Brasil – 4ª potência mundial




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A maioria dos autores da área comportamental corrobora da ideia de que somos 100% responsáveis por nossas vidas. Escolhas, decisões, pensamentos, projeções pessoais dizem respeito apenas a nós mesmos e não aos outros. Infelizmente, e todos concordam novamente, culpamos sempre algo de fora da gente.

Hoje, a situação que o nosso país vive tem muito disso, de responsabilizar o outro. Não foi pelo meu voto, dizem muitos. Infelizmente o sistema é o mesmo para cada escolha do gestor que fazemos desde o síndico do condomínio ao presidente do país. Não votei neles. E deixamos para o outro a culpa por essas escolhas. Esse talvez seja o grande gargalo da inconsciência coletiva que vivemos. Quantos programas humorísticos retrataram essas situações que vivemos – políticos corruptos, conchavos, fraudes empresariais, mamatas no setor público.

E continuamos inconscientes coletivamente. Não tem como não haver mudanças estruturais em alguns sistemas do país como a Previdência Social, as Relações de Trabalho, a Gestão Pública, a Reforma Política. Não sou a favor do modelo de reforma que está aí, como também de um Congresso que não tem moral, ética e respeito para votar agenda tão complicada e importante.

Mas não é apenas isso que é de assustar. O problema é que ainda vivemos de privilégios e não de prerrogativas. Explico. Prerrogativa é aquilo que a minha função me permite fazer sem desvios, se viajo a trabalho devo ser remunerado por isso. Privilégios são os penduricalhos para manter o meu status como cotas de viagens, marceneiro para consertar meu sofá, motorista particular. Gratidão por não viver desses privilégios.

E parte dessas reformas atingem nossos privilégios. Comparemos isso com outras nações desenvolvidas. E por atingir esses privilégios deixamos de assumir 100% de responsabilidade sobre nossa vida para culpar o sindicato por ser incompetente, o governo por ser corrupto, e assim por diante.


Eu acredito num Brasil como 4ª potência mundial até 2050 e trabalho para que isso aconteça. Mas para isso precisamos acordar nossa consciência coletiva (tomada de consciência como no Pilar 1 do método AFin), desapegar dos privilégios e assumir completamente o leme como capitães da nossa vida. E acima de tudo, assumir educação como processo de evolução coletiva e educação financeira como instrumento de riqueza pessoal e do nosso país. 



Sartre Santos
Educador Financeiro
Coach Financeiro










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