terça-feira, 7 de junho de 2016

Feng shui do dinheiro









Falar de consumo consciente é falar da nossa sobrevivência como seres humanos. Entender que o que consumimos tem um impacto direto no meio ambiente, e essa é uma conversa que vem se arrastando ao longo dos anos, e muitos de nós ainda não percebemos a sua importância e o quanto é extremamente essencial para nós enquanto indivíduos únicos. Para quem opera e defende essa causa, a luta deve continuar disciplinada e frequentemente, sem perder a coragem e a vontade de construir sempre um mundo melhor para esta e todas as gerações que viram.

Como indivíduo único e indivisível não há como fugir desse lema do consumo consciente. Trazer para realidade financeira é de total interesse nosso. Não há como viver uma vida sustentável financeiramente, se não vivemos essa vida sustentável ambientalmente. São as escolhas que fazemos que irão definir o nosso destino.

E quando o assunto é dinheiro, escolha é condição primária no destino que daremos a ele. Devemos pensar o quanto de impacto tem nosso consumo no meio ambiente, mas antes de tudo, devemos pensar o quanto de impacto tem esse consumo em nosso bolso, o quanto dele vai parar no lixo do endividamento financeiro.

Pense comigo: muitas vezes compramos coisas por que alguém comprou, compramos coisas por que achamos “bonitinho” na televisão, compramos coisas por que tem um “precinho”, compramos coisas inúteis achando que servirão para alguma coisa. E no final ficam entulhados numa gaveta qualquer, nos fundos de um armário qualquer, jogados num canto qualquer. E na bendita limpeza anual do nosso “feng shui”, lá vai tudo para o meio ambiente, numa combinação ruim de dinheiro jogado fora e poluição da natureza.


Na metodologia Afluência Financeira, o consumo consciente faz parte do pilar Checagem, aquele momento de botar as coisas no eixo, de dar o direcionamento correto aos nossos hábitos de compra e consumo. Não estamos só falando em salvar nosso dinheiro do desperdício, do gasto impensado, da prodigalidade das nossas esmolas (não sou bem a favor de dar esmolas), mas também de contribuir para uma causa que depende unicamente de nós que é de preservar e lutar pela natureza. 



Sartre Santos
Educador Financeiro AfFin
Financial and Personal Coach




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