Uns dos grandes filósofos em
atividade da atualidade o americano Michael
Sandel fala que vivemos a “camarotização”
da vida pública, ”onde os camarotes, as áreas VIPs e os setores exclusivos,
privilegiados, simbolizam perfeitamente um mundo em que os desníveis de
oportunidades só fazem crescer, em que a ruína do poder argumentativo dos
cidadãos faz com que a democracia deixe de ser vista como um projeto comum de
partes diferentes”.
Para Sandel é preciso que
tenhamos uma visão diferente de tudo isso que vemos hoje, e que é necessário trabalhar
com um tipo de educação cidadã que ajude a cultivar cidadãos democratas, e não
há democracia sadia sem espaços públicos, onde cidadãos, de todas as origens,
possam interagir. Sandel afirma que o dinheiro distorce a democracia, porque dá
muito poder aos mais ricos e faz com que os cidadãos comuns acreditem que não
possam ter suas vozes minimamente representadas na vida democrática, por isso a
importância da ocupação do espaço público como um fator de fortalecimento da
democracia. Ele diz que somos seres plurais e multiculturais, por isso que a
ideia de serviços públicos de qualidade é fundamental para que se fortaleça a
convivência entre toda a pluralidade da sociedade democrática.
Diante deste contexto, podemos
afirmar a importância de ver o dinheiro como um instrumento social também. Não
é possível que ainda cultivemos crenças
limitantes que nos impeçam de cobrar os espaços públicos necessários para o
convívio democrata. Quanto mais construirmos templos de consumo, valorizando-os
em detrimentos do convívio comum, mas enchafurdamos num discurso democrático e
capitalista hipócrita.
Infelizmente, essa defesa única e
exclusivamente da ideia de que “o
mercado” deve regular todas as questões econômicas, é que cada vez mais
vemos menos espaços e serviços públicos que incentivem a convivência plural e
multicultural. A ideia de cotas teve seu valor para corrigir determinadas
injustiças sociais, mas talvez seu tempo já tenha passado, e o que precisamos é
fazer uma inclusão social e democrática independentemente da origem de cada um,
o qual pode ter como ponto de partida o espaço e o serviço público.
Todo o trabalho de inclusão
começa pela educação. É crucial, neste momento, que seja feito um trabalho de inclusão social por meio da Educação
Financeira. Vivemos um momento crítico na vida das pessoas em razão dessa
deficiência educacional. O boom da
implantação de ilha de fantasia como shoppings centers, ruas de comércio,
cultura a ostentação, entre outros, tem levado a derrocada da sociedade quando
o assunto é dinheiro, tornando cada vez mais fundo o fosso que separa os que
tem mais dos que tem menos.
Ao priorizar a educação financeira
como instrumento de democratização e de inclusão de todos no sistema econômico
e social, seremos capazes de corrigi muitas das injustiças sociais. A Metodologia Afluência Financeira – AfFin,
é esse instrumento capaz de trazer essa mudança, de ser o ponto da virada na vida
das pessoas e das famílias, de ser esse condutor para uma justa convivência
social e democrática.
Sartre Santos
Educador Financeiro AfFin
Financial and Personal Coach
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