domingo, 26 de junho de 2016

Ilha da Fantasia








Uns dos grandes filósofos em atividade da atualidade o americano Michael Sandel fala que vivemos a “camarotização” da vida pública, ”onde os camarotes, as áreas VIPs e os setores exclusivos, privilegiados, simbolizam perfeitamente um mundo em que os desníveis de oportunidades só fazem crescer, em que a ruína do poder argumentativo dos cidadãos faz com que a democracia deixe de ser vista como um projeto comum de partes diferentes”.

Para Sandel é preciso que tenhamos uma visão diferente de tudo isso que vemos hoje, e que é necessário trabalhar com um tipo de educação cidadã que ajude a cultivar cidadãos democratas, e não há democracia sadia sem espaços públicos, onde cidadãos, de todas as origens, possam interagir. Sandel afirma que o dinheiro distorce a democracia, porque dá muito poder aos mais ricos e faz com que os cidadãos comuns acreditem que não possam ter suas vozes minimamente representadas na vida democrática, por isso a importância da ocupação do espaço público como um fator de fortalecimento da democracia. Ele diz que somos seres plurais e multiculturais, por isso que a ideia de serviços públicos de qualidade é fundamental para que se fortaleça a convivência entre toda a pluralidade da sociedade democrática.

Diante deste contexto, podemos afirmar a importância de ver o dinheiro como um instrumento social também. Não é possível que ainda cultivemos crenças limitantes que nos impeçam de cobrar os espaços públicos necessários para o convívio democrata. Quanto mais construirmos templos de consumo, valorizando-os em detrimentos do convívio comum, mas enchafurdamos num discurso democrático e capitalista hipócrita.

Infelizmente, essa defesa única e exclusivamente da ideia de que “o mercado” deve regular todas as questões econômicas, é que cada vez mais vemos menos espaços e serviços públicos que incentivem a convivência plural e multicultural. A ideia de cotas teve seu valor para corrigir determinadas injustiças sociais, mas talvez seu tempo já tenha passado, e o que precisamos é fazer uma inclusão social e democrática independentemente da origem de cada um, o qual pode ter como ponto de partida o espaço e o serviço público.

Todo o trabalho de inclusão começa pela educação. É crucial, neste momento, que seja feito um trabalho de inclusão social por meio da Educação Financeira. Vivemos um momento crítico na vida das pessoas em razão dessa deficiência educacional. O boom da implantação de ilha de fantasia como shoppings centers, ruas de comércio, cultura a ostentação, entre outros, tem levado a derrocada da sociedade quando o assunto é dinheiro, tornando cada vez mais fundo o fosso que separa os que tem mais dos que tem menos.


Ao priorizar a educação financeira como instrumento de democratização e de inclusão de todos no sistema econômico e social, seremos capazes de corrigi muitas das injustiças sociais. A Metodologia Afluência Financeira – AfFin, é esse instrumento capaz de trazer essa mudança, de ser o ponto da virada na vida das pessoas e das famílias, de ser esse condutor para uma justa convivência social e democrática.


Sartre Santos
Educador Financeiro AfFin
Financial and Personal Coach


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