sexta-feira, 10 de junho de 2016

Capitalismo Selvagem








“O sistema capitalista não é justo!”. Esbravejam alguns. Não, não é justo mesmo. Ele é cheio de defeitos, não atende de forma adequada as necessidades sociais das populações e muitas vezes ele parece premiar os mais espertos. Mas ainda não inventaram outro igual ou melhor que  ele, e que oportunize todas as pessoas independentemente da classe social, idade, cor, raça, religião, e por aí vai.

O problema do capitalismo é que ele exige de nós muito mais do que estamos dispostos a doar. Ele exige que adotemos modelos mentais mais flexíveis. Ele exige que sejamos mais aplicados aos estudos. Ele exige que dediquemos horas diárias a leitura. Ele exige que a cada dia que acordamos estejamos cada vez mais ativos para investirmos em nós mesmos.

Parece até um discurso individualista. E é. O capitalismo cobra de você aquilo que você faz por você, primeiro, e se você não está fazendo isso por você, essa cobrança é mais pesada ainda. Quantas e quantas vezes você se deixou levar por um discurso idealista de que o dinheiro não traz felicidade, de que o capitalismo é o mal do século. Mas no final das contas, você se deleita no usufruto das benesses produzido por este estado capitalista.

Não é uma questão de defesa do capitalismo por si só. O que estou falando é da maneira como encaramos esse mesmo capitalismo e de que como extraímos dele o que de melhor ele pode oferecer para nós e para nossa comunidade. De alguma forma, é certo, extraímos mais vantagens do que desvantagens dele se colocarmos um novo olhar e tomarmos uma nova postura frente aos seus desafios.

De verdade e a única coisa que o capital exige de nós de forma contundente, disciplinada e frequente é que devemos nos dedicar profundamente ao nosso processo de aprendizado. A educação em todas as suas dimensões deve ser prioridade, e como tal, condição primordial para que possamos entender o potencial agregador que tem capitalismo na vida das pessoas e como ele, enquanto sistema econômico, pode beneficiar todos de forma generalizada e indiscriminada.


Decerto que não quero pintar um cordeiro na pele de lobo, mas refletir se não estamos nos acobertando nessa pele de cordeiro para nos fingirmos de lobo. Por demais nos afligimos por detrás de nossas amarras ideológicas (que não devem ser esquecidas) para justificar muitas das mazelas que nos impomos, e que insistimos em por a culpa, em nosso caso aqui, no capitalismo selvagem.



Sartre Santos
Educador Financeiro AfFin
Financial and Personal Coach


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