terça-feira, 26 de abril de 2016

Não paguei as contas... e agora?



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Os últimos números da economia com relação à inadimplência são alarmantes. Mostra um grande descontrole da população brasileira em honrar seus compromissos financeiros. Um perigo para as finanças das famílias, mas que só confirma como a educação financeira é carente na sociedade, principalmente neste contexto de crise que vivemos.

O colega Carlos, dias atrás me dizia o seguinte: “Essa inadimplência alta no Brasil é culpa de um governo fraco que não consegue organizar a economia e manter os gastos sob equilíbrio e dos baixos salários que são pagos aos trabalhadores”. Mas será? Será que é apenas culpa do governo e do salário? Ou tem outros fatores muitos mais críticos que influenciam essa inadimplência?

Outra colega, a Simone, recentemente falou: “Eu ganho bem, meu salário é bom, e não consigo ter sobra no mês, muito pelo contrário, às vezes falta dinheiro para despesas mais simples. O que está acontecendo? ”

Quando deixamos de pagar as contas, podemos acreditar que fatores externos influenciam sim esse nosso comportamento.  Não há como tapar os olhos com a peneira frente aos fatores limitantes da economia, que vem deixando o país ainda mais pobre. Mas o que é mais impactante na inadimplência não é isso.

Como disse minha colega: “Não sobra... o que está acontecendo? Não é fácil culpar todos os fatores fora do nosso comportamento. O que lhe respondi foi que ela precisa analisar seu comportamento frente ao dinheiro. Se não sabe o que está acontecendo com o seu dinheiro, é porque não sabe para aonde ele está indo.

E as outras pessoas que ganham bem menos? Não são diferentes, elas não sabem para aonde seu dinheiro está indo. A inadimplência vem dessa falta de consciência, dessa falta de saber como lidar com o dinheiro. E por isso muitas vezes são pegas de calças curtas quando o desemprego lhes assombra.

Na hora de comprar nos sentimos como “pinto no lixo”, emoção a flor de pele de tanto prazer.  Na hora de pagar, logo culpamos o governo, os filhos, entidades espirituais por não conseguir honrar nossos compromissos.

O importante é que tem solução! Como disse Fernando, veio em forma de educação: “Tomar pé das minhas dívidas foi o primeiro passo, e o mais importante foi agir por meio de compra e consumo mais consciente e econômico, para que no final do mês houvesse sobras para finalmente cumprir minhas obrigações. 


Sartre Santos



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