Os últimos números da economia
com relação à inadimplência são alarmantes. Mostra um grande descontrole da
população brasileira em honrar seus compromissos financeiros. Um perigo para as
finanças das famílias, mas que só confirma como a educação financeira é carente
na sociedade, principalmente neste contexto de crise que vivemos.
O colega Carlos, dias atrás me
dizia o seguinte: “Essa inadimplência alta no Brasil é culpa de um governo
fraco que não consegue organizar a economia e manter os gastos sob equilíbrio e
dos baixos salários que são pagos aos trabalhadores”. Mas será? Será que é apenas
culpa do governo e do salário? Ou tem outros fatores muitos mais críticos que
influenciam essa inadimplência?
Outra colega, a Simone, recentemente
falou: “Eu ganho bem, meu salário é bom, e não consigo ter sobra no mês, muito
pelo contrário, às vezes falta dinheiro para despesas mais simples. O que está acontecendo?
”
Quando deixamos de pagar as
contas, podemos acreditar que fatores externos influenciam sim esse nosso
comportamento. Não há como tapar os
olhos com a peneira frente aos fatores limitantes da economia, que vem deixando
o país ainda mais pobre. Mas o que é mais impactante na inadimplência não é
isso.
Como disse minha colega: “Não sobra...
o que está acontecendo? Não é fácil culpar todos os fatores fora do nosso
comportamento. O que lhe respondi foi que ela precisa analisar seu
comportamento frente ao dinheiro. Se não sabe o que está acontecendo com o seu
dinheiro, é porque não sabe para aonde ele está indo.
E as outras pessoas que ganham
bem menos? Não são diferentes, elas não sabem para aonde seu dinheiro está
indo. A inadimplência vem dessa falta de consciência, dessa falta de saber como
lidar com o dinheiro. E por isso muitas vezes são pegas de calças curtas quando
o desemprego lhes assombra.
Na hora de comprar nos sentimos
como “pinto no lixo”, emoção a flor de pele de tanto prazer. Na hora de pagar, logo culpamos o governo, os
filhos, entidades espirituais por não conseguir honrar nossos compromissos.
O importante é que tem solução! Como disse
Fernando, veio em forma de educação: “Tomar pé das minhas dívidas foi o
primeiro passo, e o mais importante foi agir por meio de compra e consumo mais
consciente e econômico, para que no final do mês houvesse sobras para finalmente
cumprir minhas obrigações.
Sartre Santos
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