Pensar sobre dinheiro deveria ser
algo comum em nossa sociedade, pois é por meio dele que há o movimento nos mais
diversificados aspectos das relações humanas. Se vivemos numa sociedade capitalista,
é necessário entender que o dinheiro é o principal instrumento dela. Aprender a
manusear esse instrumento deveria fazer parte do cotidiano educacional, pessoal
e profissional de todas as pessoas.
Não é bem assim. Ainda temos uma
relação de ódio e amor com o dinheiro.
De ódio, pois somos incutidos ainda crianças com crenças que tentam
promover uma repugnância ignorante nesta relação. Somos influenciados e estimulados,
(por tios, pais, avós, pessoas mais velhas) a acreditar que o dinheiro é raiz
de todo mal, como também que o dinheiro é sujo e que Deus não aprova este mesmo
dinheiro como algo bom para a nossa vida. De amor, quando entendemos que o
dinheiro é o meio de realização de sonhos, de aplicação na qualidade de vida
plena, na promoção de saúde e no benefício da solidariedade mútua entre os
seres humanos.
Por isso que a reflexão é
fundamental no que diz respeito a relação que temos com o dinheiro (e com todas
as coisas da nossa vida também!). Pensar em dinheiro não como um fim em si
mesmo, mas como um instrumento de construção, de evolução de nossa vida. Como
meio, precisamos entender o que é fim em nossa vida. Por isso, entender aonde
queremos chegar pode ser condição sine
quo non para nosso triunfo pessoal. E de ter sucesso na vida é a prova do
amor de Deus (ou da energia infinita, como queiram) em nossa vida.
Sartre Santos
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