sexta-feira, 6 de maio de 2016

Perdi meu celular







Conta uma história que determinado dia uma mãe passeava pelo parque com o seu filho, como era de costume todas as tardes de domingo. Neste dia ela comprou para o sem filho uma casquinha de sorvete com uma bola, do sabor que ela mais gostava e sempre pedia. Assim feito, entraram na soverteria e compraram o sorvete. O menino todo animado, pegou seu sorvete e começou a se deliciar. Entretanto, ao sair da sorveteria, o menino deixou a bola do sorvete cair na calçada. Ele olhou para a mãe todo desanimado, fez aquela cara de choro. A mãe, sempre protetora, retornou a sorveteria com seu filho para comprar outra bola de sorvete. Mas, logo ao lado tinha um cartaz com outro delicioso sorvete de três bolas. O menino olhou para mãe dizendo que desta vez ele queria aquele. O que a mãe deveria fazer? Reflita de verdade qual dos sorvetes compraria e por que faria isso. Refletiu? Pode continuar.

Bem, se a mãe der ao filho as três bolas de sorvete, depois dele deixar a sua bola cair na calçada, ela estaria premiando a negligência do filho. O filho poderia entender que toda vez que lhe ocorresse uma coisa errada, ele poderia ser premiado com algo melhor.

Mas foi um acidente, um esquecimento, muitos poderiam argumentar. Em um desses esquecimentos que uma colega apareceu desesperada. “Perdi meu celular!” exclamou ela. “Meu Deus, o que faço agora? Ajudem-me, por favor!” pediu. Claro que ajudamos. Nessa algazarra na procura pelo celular lhe perguntei: “E o que você fará se não encontrar?”. E ela me respondeu: “O jeito vai ser comprar outro. Só que desta vez quero um mais caro e bem melhor!”. Não fez essa besteira, ela encontrou o celular.

Percebem? Insistimos em nos presentear com coisas mais caras quando cometemos erros (que podem se repetir), e, ainda, transferimos esse comportamento para a família. Se você acreditar que seu esquecimento, sua displicência não é um erro, fica complicado acreditar que com esse comportamento você será capaz de realizar sonhos. Mesmo porque, quando agimos dessa maneira não pensamos no amanhã. Um passo para descompensacão financeira. No final, quem pensa pequeno opta pelo agora. É aquele comportamento que, quase sempre, quem compra coisas para o prazer imediato faz isso na tentativa fútil de compensar a insatisfação com a vida.

Agora, aqueles que pensam grande preferem o equilíbrio e a riqueza da realização dos seus sonhos. Eles sabem o que querem e assumem os resultados da sua vida, e agem segundo a sua programação mental que tudo vai dar certo. Elas focalizam no que querem, e aquilo que focalizam se expande. Concentram-se nas oportunidades, e dedica seu tempo e a sua energia na conquista daquilo que querem.



Sartre Santos
Educador Financeiro AfFin
Financial and Personal Coach


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