Conta uma história que determinado dia uma mãe passeava pelo
parque com o seu filho, como era de costume todas as tardes de domingo. Neste
dia ela comprou para o sem filho uma casquinha de sorvete com uma bola, do
sabor que ela mais gostava e sempre pedia. Assim feito, entraram na soverteria
e compraram o sorvete. O menino todo animado, pegou seu sorvete e começou a se
deliciar. Entretanto, ao sair da sorveteria, o menino deixou a bola do sorvete
cair na calçada. Ele olhou para a mãe todo desanimado, fez aquela cara de choro.
A mãe, sempre protetora, retornou a sorveteria com seu filho para comprar outra
bola de sorvete. Mas, logo ao lado tinha um cartaz com outro delicioso sorvete
de três bolas. O menino olhou para mãe dizendo que desta vez ele queria aquele.
O que a mãe deveria fazer? Reflita de verdade qual dos sorvetes compraria e por
que faria isso. Refletiu? Pode continuar.
Bem, se a mãe der ao filho as três bolas de sorvete, depois
dele deixar a sua bola cair na calçada, ela estaria premiando a negligência do
filho. O filho poderia entender que toda vez que lhe ocorresse uma coisa
errada, ele poderia ser premiado com algo melhor.
Mas foi um acidente, um esquecimento, muitos poderiam
argumentar. Em um desses esquecimentos que uma colega apareceu desesperada. “Perdi meu celular!” exclamou ela. “Meu
Deus, o que faço agora? Ajudem-me, por favor!” pediu. Claro que ajudamos. Nessa algazarra na procura pelo celular
lhe perguntei: “E o que você fará se não encontrar?”. E ela me respondeu: “O
jeito vai ser comprar outro. Só que
desta vez quero um mais caro e bem melhor!”. Não fez essa besteira, ela
encontrou o celular.
Percebem? Insistimos em nos presentear com coisas mais caras
quando cometemos erros (que podem se repetir), e, ainda, transferimos esse
comportamento para a família. Se você acreditar que seu esquecimento, sua displicência
não é um erro, fica complicado acreditar que com esse comportamento você será
capaz de realizar sonhos. Mesmo porque, quando agimos dessa maneira não
pensamos no amanhã. Um passo para descompensacão financeira. No final, quem
pensa pequeno opta pelo agora. É
aquele comportamento que, quase sempre, quem compra coisas para o prazer
imediato faz isso na tentativa fútil de compensar a insatisfação com a vida.
Sartre Santos
Educador Financeiro AfFin
Financial and Personal Coach
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