quarta-feira, 4 de maio de 2016

Olha a quentinha!






R$ 9,00 reais é o valor de uma quentinha aqui no Hebert, que pesa em torno de 700g. São vários sabores ao longo da semana. A última foi de bife com batata frita, arroz, feijão, beterraba, salada de alface e tomate e farofa. Pareceu gostosa? E estava. Tempero caseiro muito bem utilizado e de boa procedência.

Num self service dos mais baratos, o quilo custa R$ 35,90. Aqueles que são quase exclusivos de uma empresa ou concessão no serviço público. Imaginando que você coma 500g, vai sair por R$ 15,95. Se você sair desse mercado fechado, o preço do quilo vai girar em média de R$ 45,00. O que custaria R$ 22,50, meio quilo.

Qual a diferença de um para o outro além do preço? Na quentinha, é prato feito, você não altera nada. Para suas escolhas são duas ou três variedades oferecidas pelo Hebert no dia. No self service é aberto, você coloca o que quiser (conforme as opões do balcão), na quantidade que achar conveniente. Essa variação de pratos é um dos fatores da diferença de preços, além de você ter o ambiente para degustar a comida.

Para que toda essa propagada? É para que possamos mais uma vez fazer a conta de como nós estamos utilizando nosso dinheiro.  Conta simples, que nos coloca no eixo das nossas finanças e que nos permita enxergar de forma clara nossos hábitos financeiros.

Não estou dizendo que você deva a partir de agora passar a comer quentinhas, com o objetivo de economizar alguns centavos, como poderá sugerir (lembre-se que centavo é dinheiro). Estou dizendo é que numa situação de organização financeira, você precisa analisar as várias opções que tenha à mão. São essas percepções que farão surgir insights para fazer as correções de caminho na sua vida financeira.

Como disse um colega: “Agora entendi por que me preocupar com os pequenos gastos. No último mês vinha chegando atrasado, 2, 5, 10, 15 minutos por dia, e, ao final do mês, eu estava com mais de 200 minutos em débito. Se fizer isso com meu dinheiro, ao final de um ano, estarei com um rombo imenso na minha conta bancária, e o problema é que já estava sentindo esse hábito corroendo o meu dinheiro. Então é hora de acabar com ele e criar outro que me traga riqueza ”.

Por isso devemos insistir em sempre fazer a conta certa. Não estamos falando em ser sovina, pão duro ou mão de vaca, pois esses comportamentos não levam ninguém a lugar nenhum e não realiza sonhos. Nós estamos falando em adotar um comportamento de constante reflexão sobre o dinheiro. Exorcizar emoções como a VAIDADE, OSTENTAÇÃO, IMPULSO, por meio da adoção das emoções como RAZÃO, AUSTERIDADE, FRIEZA.


Sartre Santos
Educador Financeiro AfFin
Financial and Personal Coach


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