quarta-feira, 15 de março de 2017

Tô Ryca – uma visão do educador financeiro (spoiler)



Resultado de imagem para tô ryca


Quem teve a oportunidade de assistir a comédia do cinema brasileiro “Tô Ryca” vai entender do que estarei falando. O roteiro é simples. O filme fala de uma frentista de nome Selminha (Samantha Schmütz) que tem a chance de deixa a pobreza ao descobrir uma herança de família. Entretanto para ela conseguir essa grana é preciso gastar (no sentido de jogar fora mesmo) R$ 30 milhões em 30 dias sem acumular nada e nem contar para ninguém.

A proposta do filme não traz nada de espetacular, mas é leve e atinge o objetivo de divertir àqueles que assistirem, sem muita pretensão de ser um filme de sucesso. Até aqui tudo bem. No entanto, ao tentar trazer uma mensagem subliminar sobre o comportamento das pessoas com relação ao dinheiro, perde a oportunidade de transmitir um grande ensinamento aos seus espectadores.

A ideia de que o dinheiro corrompe o caráter e que é a raiz de conflito em relacionamentos seja amorosa, familiar ou de amizade, prova o quanto ainda temos o conceito errôneo do dinheiro em nossas vidas.

O filme traz a tona de que aquele que recebe grandes somas em dinheiro tende a deixar de lado as pessoas que lhe são caras ou o local da sua origem, como se isso fosse uma canalhice ou coisa do gênero. Ou que o dinheiro, ao corromper seu comportamento, você não poderia manter suas relações afetivas anteriores a riqueza.

Ainda, pode-se inferir  que aquele que vive na pobreza não tem capacidade, potencial para se tornar uma pessoa rica, tanto que no final do filme a frentista volta a morar com todo o seu dinheiro no mesmo barraco na favela.

Não, ‘dinheiro não é a raiz de todo mal’ e também ‘não é muita areia para o meu caminhão’ a possibilidade de lidar com muito dinheiro, tornar-me rico e próspero. Se você for daqueles que recebeu de uma só vez uma ‘bolada’ grande de dinheiro por meio da sorte grande do jogo ou de uma herança, mesmo assim você poderá usufruir de muita prosperidade e riqueza por muito tempo, deixando de lado aquele comportamento de que veio fácil vai fácil. A solução para isso se chama Educação Financeira.

Você também não precisa esperar o dinheiro cair do céu para se tornar rico e próspero. Com dedicação, esforço, desejo ardente você consegue chegar lá. E solução para isso se chama também Educação Financeira.

Na verdade, precisamos nos livrar desse comportamento que dinheiro é ruim e que se nascemos pobres morreremos pobres. Essa, (não sei se é bem verdade), é uma crença estabelecida por uma elite que não permite a ascensão ao sucesso de pessoas das classes mais baixas, talvez por entenderem que a falta de educação limitam seus caminhos, que é uma mentira grotesca.


Nós temos como verdade é que todos podem ser aquilo que querem ser e aquilo que definirem como seu propósito de vida (pilar autoconsciência AFin) e que nem toda vez que falamos de riqueza e prosperidade estamos falando de acúmulo de dinheiro. 



Sartre Santos
Educador Financeiro AFin
Coach Financeiro



P.S.: Obrigado por você está nos acompanhando aqui. Esta é a centésima publicação do blog! Agradecido demais por tudo!


Nenhum comentário:

Postar um comentário