Quem teve a oportunidade de
assistir a comédia do cinema brasileiro “Tô Ryca” vai entender do que estarei
falando. O roteiro é simples. O filme fala de uma frentista de nome Selminha
(Samantha Schmütz) que tem a chance de deixa a pobreza ao descobrir uma herança
de família. Entretanto para ela conseguir essa grana é preciso gastar (no
sentido de jogar fora mesmo) R$ 30 milhões em 30 dias sem acumular nada e nem
contar para ninguém.
A proposta do filme não traz nada
de espetacular, mas é leve e atinge o objetivo de divertir àqueles que
assistirem, sem muita pretensão de ser um filme de sucesso. Até aqui tudo bem.
No entanto, ao tentar trazer uma mensagem subliminar sobre o comportamento das
pessoas com relação ao dinheiro, perde a oportunidade de transmitir um grande
ensinamento aos seus espectadores.
A ideia de que o dinheiro
corrompe o caráter e que é a raiz de conflito em relacionamentos seja amorosa,
familiar ou de amizade, prova o quanto ainda temos o conceito errôneo do dinheiro
em nossas vidas.
O filme traz a tona de que aquele
que recebe grandes somas em dinheiro tende a deixar de lado as pessoas que lhe
são caras ou o local da sua origem, como se isso fosse uma canalhice ou coisa
do gênero. Ou que o dinheiro, ao corromper seu comportamento, você não poderia
manter suas relações afetivas anteriores a riqueza.
Ainda, pode-se inferir que aquele que vive na pobreza não tem
capacidade, potencial para se tornar uma pessoa rica, tanto que no final do
filme a frentista volta a morar com todo o seu dinheiro no mesmo barraco na
favela.
Não, ‘dinheiro não é a raiz de
todo mal’ e também ‘não é muita areia para o meu caminhão’ a possibilidade de
lidar com muito dinheiro, tornar-me rico e próspero. Se você for daqueles que
recebeu de uma só vez uma ‘bolada’ grande de dinheiro por meio da sorte grande
do jogo ou de uma herança, mesmo assim você poderá usufruir de muita
prosperidade e riqueza por muito tempo, deixando de lado aquele comportamento
de que veio fácil vai fácil. A solução para isso se chama Educação Financeira.
Você também não precisa esperar o
dinheiro cair do céu para se tornar rico e próspero. Com dedicação, esforço,
desejo ardente você consegue chegar lá. E solução para isso se chama também
Educação Financeira.
Na verdade, precisamos nos livrar
desse comportamento que dinheiro é ruim e que se nascemos pobres morreremos
pobres. Essa, (não sei se é bem verdade), é uma crença estabelecida por uma
elite que não permite a ascensão ao sucesso de pessoas das classes mais baixas,
talvez por entenderem que a falta de educação limitam seus caminhos, que é uma
mentira grotesca.
Nós temos como verdade é que
todos podem ser aquilo que querem ser e aquilo que definirem como seu propósito de vida (pilar
autoconsciência AFin) e que nem toda vez que falamos de riqueza e prosperidade
estamos falando de acúmulo de dinheiro.
Sartre Santos
Educador Financeiro AFin
Coach Financeiro
P.S.: Obrigado por você está nos acompanhando aqui. Esta é a centésima publicação do blog! Agradecido demais por tudo!
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