quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Trabalhadores do Setor Público e Privado




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Dados recentes do IBGE  indicam uma grande diferença entre os salários dos trabalhadores do setor público e privado. Em 2015, o funcionalismo ganhava em média R$ 3.152 – 59,3% mais do que um empregado com carteira assinada -, em 2016 essa distância passou para 63,8%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), do IBGE.

As razões para haver essa discrepância entre os salários desses dois setores se deram em função, primeiro, o servidor público teve um aumento médio de 1,5% em 2016 em comparação com 2015, enquanto o celetista encolheu 1.3%; segundo, em tempos de crise, o empregador do setor privado pode demitir e contratar outro com um custo menor, chegando a uma diferença de 21% entre os salários do demitido e do novo contratado, enquanto no serviço público as regras são mais rígidas, quase que impossível demitir.

Se não há demissões no setor público como acontece no setor privado para os ajustes necessários nos custos das organizações, essa diferença salarial deverá permanecer sempre em patamares muitos altos. Para se ter ideia o funcionalismo público foi a única categoria que o salário não caiu em nenhum momento da pesquisa, desde de 2012 quando esse tipo de pesquisa teve início. Existem muitas outras discrepâncias salariais encontradas na pesquisa, mesmo dentro do próprio setor.

O crítico dessa situação é que quem perde é o país. Quando menos empregos no setor privado ou quando mais a crise atingir essa categoria pior para a economia do país. Esse setor, empreendedor por natureza, é o grande gerador de riqueza, o qual é capaz de promover a inserção da grande maioria das pessoas no mercado de trabalho, e assim ser o grande alavancador da economia em todas as suas vertentes. Sua piora reflete na piora da qualidade de consumo do país.

Por outro lado, o setor público tem suas prerrogativas que mantem em equilíbrio os serviços e investimentos do país, mas por si só não é um gerador de riqueza. Ele é mais um mantenedor das políticas públicas e do cumprimento da equidade das relações sociais e coletivas. Entretanto, no que se refere ao ajustamento da economia como um todo, tem sido mais um peso morto, um fardo, ainda mais que seu quadro de funcionários está muito acima da sua necessidade, o que emperra a entrega de resultados para a sociedade.

No que diz respeito a Educação Financeira, pouco se difere as pessoas desses dois setores. Muitas vezes quem ganha muito menos tem uma vida mais próspera do que aqueles que ganham mais em termos salariais. E o segredo é simples, aqueles sabem a importância de uma gestão financeira pessoal e do respeito que se deve ter com o dinheiro. Para eles o dinheiro é um instrumento  para realização de sonhos, para os outros um martírio para o consumismo imediato.



Sartre Santos
Educador Financeiro AFin
Coach Financeiro





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