Dados recentes do IBGE indicam uma grande diferença entre os
salários dos trabalhadores do setor público e privado. Em 2015, o funcionalismo
ganhava em média R$ 3.152 – 59,3% mais do que um empregado com carteira
assinada -, em 2016 essa distância passou para 63,8%. Os dados são da Pesquisa
Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), do IBGE.
As razões para haver essa
discrepância entre os salários desses dois setores se deram em função,
primeiro, o servidor público teve um aumento médio de 1,5% em 2016 em
comparação com 2015, enquanto o celetista encolheu 1.3%; segundo, em tempos de
crise, o empregador do setor privado pode demitir e contratar outro com um
custo menor, chegando a uma diferença de 21% entre os salários do demitido e do
novo contratado, enquanto no serviço público as regras são mais rígidas, quase
que impossível demitir.
Se não há demissões no setor
público como acontece no setor privado para os ajustes necessários nos custos
das organizações, essa diferença salarial deverá permanecer sempre em patamares
muitos altos. Para se ter ideia o funcionalismo público foi a única categoria
que o salário não caiu em nenhum momento da pesquisa, desde de 2012 quando esse
tipo de pesquisa teve início. Existem muitas outras discrepâncias salariais
encontradas na pesquisa, mesmo dentro do próprio setor.
O crítico dessa situação é que
quem perde é o país. Quando menos empregos no setor privado ou quando mais a
crise atingir essa categoria pior para a economia do país. Esse setor,
empreendedor por natureza, é o grande gerador de riqueza, o qual é capaz de
promover a inserção da grande maioria das pessoas no mercado de trabalho, e
assim ser o grande alavancador da economia em todas as suas vertentes. Sua
piora reflete na piora da qualidade de consumo do país.
Por outro lado, o setor público
tem suas prerrogativas que mantem em equilíbrio os serviços e investimentos do
país, mas por si só não é um gerador de riqueza. Ele é mais um mantenedor das
políticas públicas e do cumprimento da equidade das relações sociais e
coletivas. Entretanto, no que se refere ao ajustamento da economia como um
todo, tem sido mais um peso morto, um fardo, ainda mais que seu quadro de
funcionários está muito acima da sua necessidade, o que emperra a entrega de
resultados para a sociedade.
No que diz respeito a Educação
Financeira, pouco se difere as pessoas desses dois setores. Muitas vezes quem ganha
muito menos tem uma vida mais próspera do que aqueles que ganham mais em termos
salariais. E o segredo é simples, aqueles sabem a importância de uma gestão
financeira pessoal e do respeito que se deve ter com o dinheiro. Para eles o
dinheiro é um instrumento para
realização de sonhos, para os outros um martírio para o consumismo imediato.
Sartre Santos
Educador Financeiro AFin
Coach Financeiro
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