Não há como fugir dela, uma hora
você vai precisar pendurar as chuteiras, e quando chegar essa hora, que seja
como muita independência e saúde. Mas o erro é que muitos de nós só começamos a
pensar sobre isso quando já estamos na boca da trave, na hora do pênalti, no
momento do chute, e se erramos o gol, vamos ficar refém dos serviços de saúde
pública ineficientes, da ajuda de filhos e parentes, e até mesmo em grandes
filas de remédio grátis.
Para que a gente veja a dimensão
de como o pensar sobre a aposentadoria só chega tarde, pesquisa do SPC Brasil e
CNDL mostra que, mesmo os jovens tendo um diferencial muito importante em
relação a gerações anteriores, o imediato acesso à informação, ainda assim demonstram
certo desconhecimento sobre temas essenciais como a importância do preparo para
a aposentadoria. Uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e
a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que muitos tendem
a focar no presente e não se preparar corretamente para o futuro: quatro
em cada dez jovens de 18 a 30 anos (38,7%) não se preparam para a aposentadoria,
aumentando para 48,2% entre as mulheres e 43,6% entre os pertencentes às
classes C, D e E.
As principais alegações para
aqueles que não se preparam para a aposentadoria tem como argumento que não sobra
dinheiro (36,2%), acreditam ser cedo para pensar nisso (21,7%), e que não sabem
como fazer (21,3%). Quanto aos
desdobramentos possíveis para quem deixa de lado a preparação para a
aposentadoria, tendo como a consequência mais citadas pelos entrevistados, é o
fato de não poder viver tranquilamente na terceira idade por não ter uma renda
fixa mensal (31,2%). Outros 26,4% dizem que provavelmente terão um padrão de
vida inferior quando comparado ao padrão atual e 16,8% acreditam que não
poderão parar de trabalhar.
Mas existe ainda o outro lado da
moeda. Para aqueles que se preparam para aposentadoria, desconsiderando os
entrevistados que têm o INSS pago pela empresa, 61,3% dos jovens ouvidos na
pesquisa garantem preparar-se para a aposentadoria, sobretudo os que pertencem
à faixa etária de 25 a 30 anos (70,5%), homens (69,6%) e das classes A e B
(78,6%) e as modalidades mais comuns que eles utilizam são aplicação
em poupança (33,3% dos entrevistados) e o INSS pago de forma autônoma (19,3%).
Eles consideram ainda que os
principais motivos mencionados para se preparar para aposentadoria são o fato
de ser uma pessoa precavida (26,1%), o exemplo próximo de pessoas que não se
prepararam e tiveram problemas financeiros (20,2%) e a orientação recebida de
amigos e familiares sobre a importância de se preparar (19,0%).
As diferenças ainda são muito
poucas entre aqueles que se preparam e aqueles que não se preparam para
aposentadoria. No primeiro caso, vemos o fator cultural tomar conta do seu
comportamento, não consegue pensar e planejar a médio e longo prazos. No
segundo caso, vemos uma visão modificada quanto a pensar a médio e longo prazos,
porém com o planejamento da escolha da modalidade de aplicação, no mínimo,
equivocada.
É interessante ressaltar, para
finalizar, a importância de se fazer um processo de educação financeira urgente
para influenciar na maneira como os jovens veem seu futuro financeiro a longo
prazo. Por meio desse processo é possível modificar esse comportamento, e
principalmente, os hábitos que emperram o crescimento dessa população, e para
nós a resposta vem com a utilização a Metodologia Afluência Financeira – AFin.
Sartre Santos
Educador Financeiro AFin
Coach Financeiro
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