terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

E por falar em Pre(o)vidência....



Resultado de imagem para aposentadoria



Não há como fugir dela, uma hora você vai precisar pendurar as chuteiras, e quando chegar essa hora, que seja como muita independência e saúde. Mas o erro é que muitos de nós só começamos a pensar sobre isso quando já estamos na boca da trave, na hora do pênalti, no momento do chute, e se erramos o gol, vamos ficar refém dos serviços de saúde pública ineficientes, da ajuda de filhos e parentes, e até mesmo em grandes filas de remédio grátis.

Para que a gente veja a dimensão de como o pensar sobre a aposentadoria só chega tarde, pesquisa do SPC Brasil e CNDL mostra que, mesmo os jovens tendo um diferencial muito importante em relação a gerações anteriores, o imediato acesso à informação, ainda assim demonstram certo desconhecimento sobre temas essenciais como a importância do preparo para a aposentadoria. Uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que muitos tendem a focar no presente e não se preparar corretamente para o futuro: quatro em cada dez jovens de 18 a 30 anos (38,7%) não se preparam para a aposentadoria, aumentando para 48,2% entre as mulheres e 43,6% entre os pertencentes às classes C, D e E.

As principais alegações para aqueles que não se preparam para a aposentadoria tem como argumento que não sobra dinheiro (36,2%), acreditam ser cedo para pensar nisso (21,7%), e que não sabem como fazer (21,3%).  Quanto aos desdobramentos possíveis para quem deixa de lado a preparação para a aposentadoria, tendo como a consequência mais citadas pelos entrevistados, é o fato de não poder viver tranquilamente na terceira idade por não ter uma renda fixa mensal (31,2%). Outros 26,4% dizem que provavelmente terão um padrão de vida inferior quando comparado ao padrão atual e 16,8% acreditam que não poderão parar de trabalhar.

Mas existe ainda o outro lado da moeda. Para aqueles que se preparam para aposentadoria, desconsiderando os entrevistados que têm o INSS pago pela empresa, 61,3% dos jovens ouvidos na pesquisa garantem preparar-se para a aposentadoria, sobretudo os que pertencem à faixa etária de 25 a 30 anos (70,5%), homens (69,6%) e das classes A e B (78,6%) e as modalidades mais comuns que eles utilizam são aplicação em poupança (33,3% dos entrevistados) e o INSS pago de forma autônoma (19,3%).

Eles consideram ainda que os principais motivos mencionados para se preparar para aposentadoria são o fato de ser uma pessoa precavida (26,1%), o exemplo próximo de pessoas que não se prepararam e tiveram problemas financeiros (20,2%) e a orientação recebida de amigos e familiares sobre a importância de se preparar (19,0%).

As diferenças ainda são muito poucas entre aqueles que se preparam e aqueles que não se preparam para aposentadoria. No primeiro caso, vemos o fator cultural tomar conta do seu comportamento, não consegue pensar e planejar a médio e longo prazos. No segundo caso, vemos uma visão modificada quanto a pensar a médio e longo prazos, porém com o planejamento da escolha da modalidade de aplicação, no mínimo, equivocada.


É interessante ressaltar, para finalizar, a importância de se fazer um processo de educação financeira urgente para influenciar na maneira como os jovens veem seu futuro financeiro a longo prazo. Por meio desse processo é possível modificar esse comportamento, e principalmente, os hábitos que emperram o crescimento dessa população, e para nós a resposta vem com a utilização a Metodologia Afluência Financeira – AFin.




Sartre Santos
Educador Financeiro AFin
Coach Financeiro



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