terça-feira, 6 de março de 2018

Isso não é o Brasil





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Isso não é o Brasil. Como é possível acreditar que 1 (um) em cada 4 (quatro) brasileiros estão abaixo da linha da pobreza, vivendo com um pouco mais de 380 reais por mês, isso os que recebem este valor.

Isso não é o Brasil. Como aceitar que cerca de 9 milhões de pessoas pode não ter feito hoje sequer uma refeição como café da manhã, almoço ou jantar, e que o seu amanhã imagina ser ainda pior.

Isso não é Brasil. Como acreditar que há mais de 12 milhões de desempregados no país, a maioria deles são jovens até 29 anos e pobres que viveram a ilusão de um boom econômico com empregos que se mostraram não sustentáveis.

Pois é. Tudo isso parece acontecer em outra freguesia, em outra vizinhança, longe de onde você está agora. Você certamente imaginou que dados como esses são vistos por você e por tantos outros como algo longínquo e que só existe no noticiário.

Temos muitos culpados! Com certeza, políticas públicas fracassadas, mal planejadas e corruptas nos âmbitos dos poderes municipais, estaduais e federal deixaram essa herança para a sociedade. E as pessoas atingidas nesse caso como fica?

Uma dessas pessoas falando numa reportagem de TV disse: “Há três anos tinha celular caro no bolso, um tênis para cada dia da semana, roupa de marca, aula de dança, show. Tinha tudo e de repente me vi debaixo do sereno, não tendo para onde correr ou para onde ir.”.

Da vida de classe média a pobreza foram dois anos, pois passaram por uma crise econômica sem precedentes entre os anos de 2014 a 2016. Mas por que essas pessoas que ostentavam antes da crise não se preparam para ela?

É como temos falado ao longo desses anos, desde que comecei a lidar com Educação Financeira em 2003, o  comportamento é a primeira trincheira a ser levantada quando assunto for o dinheiro. Aquele entrevistado que ostentava celular caro, pagou parte do pato por sua mazela econômica e financeira, não foi só culpa dos sistemas governamentais.

O que não pode ser factível é achar normal que parte da sociedade brasileira vai trabalhar, vai se esforçar e vai continuar pobre. Caso consideremos apenas quem está abaixo da linha da pobreza o percentual de cerca 25% da população em situação de miséria é triste, é uma parcela muito grande que devemos elevar para acima dessa linha.

Por isso acredito na educação como transformadora da coletividade. E Educação Financeira em especial, para que não permitamos que outra boa parte da população venha fazer parte desse triste índice, caindo neste abismo de desigualdade social.

E para esses que já se encontram nessa triste realidade? Cabe a nós dar o nosso quinhão, contribuir efetivamente para um resultado mais alentador. Gente com fome não produz, não estuda, não tem força para nada. Precisamos nos unir para matar a fome dessas pessoas.

Da nossa parte, a partir de agora, cada inscrição efetivada em nossos treinamentos valerá 5 (cinco) refeições para quem tem fome. Venha com a gente, aprenda a lidar de forma eficaz com o seu dinheiro e faça sua parte matando a fome de quem tem fome

Como disse outra entrevistada: “Esperar, pois a esperança é a última que morre”. Que sejamos a esperança de cada uma dessas pessoas, mesmo sabendo que ainda vivemos em país rico, com uma sociedade que pode e deve usufruir dessa riqueza e gerar muita prosperidade.


Sartre Santos
Educador Financeiro
Coach Financeiro




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