Isso não é o Brasil. Como é
possível acreditar que 1 (um) em cada 4 (quatro) brasileiros estão abaixo da
linha da pobreza, vivendo com um pouco mais de 380 reais por mês, isso os que
recebem este valor.
Isso não é o Brasil. Como aceitar
que cerca de 9 milhões de pessoas pode não ter feito hoje sequer uma refeição como
café da manhã, almoço ou jantar, e que o seu amanhã imagina ser ainda pior.
Isso não é Brasil. Como acreditar
que há mais de 12 milhões de desempregados no país, a maioria deles são jovens
até 29 anos e pobres que viveram a ilusão de um boom econômico com empregos que se
mostraram não sustentáveis.
Pois é. Tudo isso parece
acontecer em outra freguesia, em outra vizinhança, longe de onde você está
agora. Você certamente imaginou que dados como esses são vistos por você e por
tantos outros como algo longínquo e que só existe no noticiário.
Temos muitos culpados! Com
certeza, políticas públicas fracassadas, mal planejadas e corruptas nos âmbitos
dos poderes municipais, estaduais e federal deixaram essa herança para a
sociedade. E as pessoas atingidas nesse caso como fica?
Uma dessas pessoas falando numa
reportagem de TV disse: “Há três anos tinha celular caro no bolso, um tênis
para cada dia da semana, roupa de marca, aula de dança, show. Tinha tudo e de
repente me vi debaixo do sereno, não tendo para onde correr ou para onde ir.”.
Da vida de classe média a pobreza
foram dois anos, pois passaram por uma crise econômica sem precedentes entre os
anos de 2014 a 2016. Mas por que essas pessoas que ostentavam antes da crise
não se preparam para ela?
É como temos falado ao longo
desses anos, desde que comecei a lidar com Educação Financeira em 2003, o comportamento é a primeira trincheira a ser
levantada quando assunto for o dinheiro. Aquele entrevistado que ostentava
celular caro, pagou parte do pato por sua mazela econômica e financeira, não
foi só culpa dos sistemas governamentais.
O que não pode ser factível é
achar normal que parte da sociedade brasileira vai trabalhar, vai se esforçar e
vai continuar pobre. Caso consideremos apenas quem está abaixo da linha da
pobreza o percentual de cerca 25% da população em situação de miséria é triste, é uma parcela muito grande que devemos
elevar para acima dessa linha.
Por isso acredito na educação
como transformadora da coletividade. E Educação Financeira em especial, para
que não permitamos que outra boa parte da população venha fazer parte desse
triste índice, caindo neste abismo de desigualdade social.
E para esses que já se encontram
nessa triste realidade? Cabe a nós dar o nosso quinhão, contribuir efetivamente
para um resultado mais alentador. Gente com fome não produz, não estuda, não
tem força para nada. Precisamos nos unir para matar a fome dessas pessoas.
Da nossa parte, a partir de
agora, cada inscrição efetivada em nossos treinamentos valerá 5 (cinco)
refeições para quem tem fome. Venha com a gente, aprenda a lidar de forma
eficaz com o seu dinheiro e faça sua parte matando a fome de quem tem fome
Como disse outra entrevistada: “Esperar,
pois a esperança é a última que morre”. Que sejamos a esperança de cada uma
dessas pessoas, mesmo sabendo que ainda vivemos em país rico, com uma sociedade
que pode e deve usufruir dessa riqueza e gerar muita prosperidade.
Sartre Santos
Educador Financeiro
Coach Financeiro
Veja o vídeo em nossos canais:
Instagram: @sartresantos
Facebook: sartrecoach
Site: www.educaffin.com
Nenhum comentário:
Postar um comentário