segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Dona Neiva não é mais dona de casa



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Dona Neiva não é mais dona de casa. Até os seus 75 anos ela viveu para servir a família. Sempre dona de casa, nunca trabalhou. Filhos criados, restou-lhe a obrigação única de servir o marido em todos os seus desejos. Não sabia lidar com o dinheiro, a não ser aquele para as pequenas necessidades pessoais de fazer as unhas, cortar o cabelo, comprar uma chita qualquer, sem vaidades. Depois dos 75 anos, Dona Neiva vive outra vida. O marido se foi. Agora ela precisa enfrentar o mundo de outra maneira. Agora ela cuida do dinheiro, mesmo com auxílio de um dos seus filhos. Se antes era privação, agora ela sobe e desce a escada do seu apartamento sozinha para satisfazer suas necessidades de compra e consumo. O dinheiro sobra, é só para ela, quebrou a torradeira, compra outra nova. E depois de três anos, ela mudou e mudou da água para o vinho. Ela agora é livre!

Isso é de verdade, mudado os nomes para contar a história. Quando chegamos a este estágio de nossa vida, resta-nos muito o que fazer com ela, entretanto somos muitas vezes impedidos de o fazer. Quantos não conhecemos que o marido aposentado não deixa a mulher aposentada viver, ou vice e versa. E quantos não conhecemos que são os filhos que agem assim. Precisamos gritar, que nesse estágio agora somos livres!

O que quero dizer depois de ilustrar tudo isso? Não é uma verdade, mas poderíamos dividir a nossa caminhada por esta vida em três estágios: primeiro, a infância – a construção da base de nossa vida; a segunda, a maturidade – onde elevamos a paredes e finalizamos a construção da casa de nossa vida; e a terceira, velhice – o usufruto real da nossa moradia. Mas infelizmente no último estágio muitos parecem que ainda estão “em construção”. Vivendo com restrição, sem emoção e frustrado por está presos aos antigos grilhões.


É preciso urgência em libertar nossos país e avós! Precisamos lhes ensinar o valor da alegria de viver sem escassez, de ter o que lhe apetece e de seguir sua última jornada com a alegria da primeira infância. O dinheiro é um instrumento.  Se não lhes ensinaram isto antes, não é tarde para aprender. Hoje Dona Neiva está aprendendo a lidar com o dinheiro, e cada vez mais ela sabe o valor e o respeito que se deve a ele.



Sartre Santos
Educador Financeiro AFin
Coach Financeiro



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